continentes-america-africa-europa-oceania-australia-asia-mapaNesta semana diferentes organizações resolveram soltar estatísticas sobre o mercado mundial de telefonia móvel. A coincidência mostra números praticamente idênticos, e compravam tendências. A principal, talvez, seja a vista no Mobility Report, feito pelo centro de estudos da Ericsson, e que atribui à Índia boa parte da expansão do celular no primeiro trimestre deste ano.

No período, o país asiático ativou 43 milhões de novas conexões móveis. Foi o país com maior número de novos acessos. Em segundo veio a China, com 24 milhões de novos chips ligados. Em terceiro, a Indonésia, com 10 milhões, o Paquistão, com 5 milhões, foi o quarto, e a Nigéria, com 3 milhões, o quinto. A expansão na Índia já gera movimentos da indústria, com marcas como Apple estudando a construção de fábrica no país e Samsung dobrando a capacidade de montagem local.

O relatório da Ericsson vai além. Indica que o 5G deve começar a operar em 2019, graças ao adiantamento do cronograma de homologação da tecnologia. Se isso de fato acontecer, em 2022 haverá meio bilhão de acessos do tipo 5G no mundo, e uma cobertura de 15% da população, tudo em áreas metropolitanas. Os acessos 4G serão, então, maioria, com 5 bilhões de acessos móveis, do total de 9 bilhões previstos – somando-se 3G e 2G.

Os smartphones serão 6,8 bilhões dos celulares usados. Atualmente, são 3,9 bilhões. Ou seja, até 2016, a base de celulares inteligentes vai crescer em 2,9 bilhões de unidades.

Tráfego
Por fim, a Ericsson estima que o consumo de dados vai manter a tendência de expansão. O consumo anual passará de 2,2 GB por ano por smartphone, visto em 216, par 12 GB em 2022. Desse total, 75% deste consumo será de vídeo. Haverá uma explosão, portanto, do já explosivo aumento do tráfego, e quase a totalidade (90%) dos dados em trânsito terão como origem ou destino um smartphone.

Dividindo-se por região, a Ericsson indica que o tráfego mensal nas redes móveis passará de 0,7 exabytes (2016) para 5,6 exabytes em 2022, na América Latina. Na América do Norte, o tráfego sairá de 1,8 exabyte ao mês para 9 exabyte ao mês. Na Europa Ocidental, de 1,2 para 9,6 exabytes por mês.

O estudo indica também que haverá 29 bilhões de coisas conectadas até 2022, ante as atuais 16 bilhões. Do total futuro, 15,5 bilhões serão dispositivos de internet das coisas de baixo alcance; 2,1 bilhões de IoT de longo alcance; 1,7 bilhão de PCs; 8,6 bilhões de celulares; e 1,3 bilhão de telefones fixos. Os acessos por PC e fixo ficarão estáveis, enquanto o resto crescerá.

O relatório de mobilidade completo, em inglês, pode ser lido na íntegra aqui.