O presidente da TIM, Luca Luciani, defendeu hoje o compartilhamento de infraestrutura como forma de resolver a massificação da banda larga no país. “A internet tem maiores problemas de transmissão do que de acesso, o que exige muitos investimentos”, disse.
Para reduzir o custo da banda larga móvel, Luciani defende o estímulo à produção nacional de smartphones e uso de sistemas operacionais abertos. Segundo ele, a TIM mantém pesquisas com universidades locais para desenvolvimentos de sistemas destinados a baratear os custos.
Luciani defendeu também a universalização do serviço móvel por meio de um projeto de telefonia celular popular. Segundo ele, proposta nesse sentido foi apresentada ao ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Estabilidade regulatória
O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, disse que o maior desafio para implantação de banda larga nacional é a necessidade de investimentos cada vez maiores. Por isso, defende a ampla participação da iniciativa privada, nos moldes do projeto apresentado ao presidente da República pelo ministro Hélio Costa, “O Brasil em Alta Velocidade”, que prevê investimentos de R$ 75 bilhões em quatro anos, sendo R$ 49 bilhões das operadoras e R$ 26 bilhões do governo, por meio de isenções fiscais e aplicação do Fust (Fundo de Universalização do Serviço deTelecomunicações).
“Todos concordamos que as fibras ópticas das estatais precisam ser utilizadas para servir a população, mas para solucionar essa questão não acredito que veremos um filme do passado ou que o governo transforme a estabilidade regulatória em uma montanha russa”, disse Pinto.
As afirmações foram feitas durante o seminário de Políticas de Telecomunicações, que debateu o Plano Nacional de Banda Larga a ser lançada pelo governo ainda este mês.









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