O lucro líquido da Oi despencou 98% para aproximadamente R$ 11 milhões no primeiro trimestre do ano, contra R$ 564 milhões dos primeiros três meses do ano passado. O recuo do lucro líquido foi determinado, principalmente, pelo começo das operações de telefonia móvel em São Paulo – em outubro do ano passado –, pelo aumento das despesas financeiras, em função do crescimento da dívida líquida da companhia, e pela amortização dos valores referentes à aquisição da Brasil Telecom.
Nos primeiros três meses do ano, a Oi obteve receita bruta de R$ 11,2 bilhões, aumentando 7,8% em relação ao mesmo período de 2008. A receita líquida cresceu 3,5%, para aproximadamente R$ 7,5 bilhões. O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações) consolidado e ajustado atingiu R$ 2,377 bilhões, recuo de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2008. A margem Ebitda ajustada atingiu 31,7%, contra 35,7%.
Aumento da base
Apesar dos impactos que resultaram da consolidação das empresas e da entrada em São Paulo, a Oi foi a empresa de telecomunicações que mais cresceu no país no primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março, a companhia conquistou 1,7 milhão de novos clientes, encerrando o período com 57,7 milhões de usuários. Deste total, 21,8 milhões estavam em telefonia fixa, 31,8 milhões em telefonia móvel e 3,9 milhões em banda larga. Os números estão consolidados com os da Brasil Telecom, adquirida em janeiro de 2009.
A expansão no trimestre foi liderada pelo serviço de telefonia móvel, no qual a Oi respondeu por cerca de 60% do crescimento nacional. Com isso, a empresa elevou para 21% sua participação no mercado brasileiro, ante 20% de dezembro de 2008. Em São Paulo, a Oi encerrou o mês de abril com mais de 3 milhões de clientes, quase 7% do mercado no estado. Na comparação entre março de 2009 e o mesmo mês do ano passado, a base de clientes de telefonia móvel da Oi aumentou 45%.
Investimentos e endividamento
Os investimentos realizados pela empresa de janeiro a março totalizaram R$ 905 milhões, 12,1% maiores do que o volume desembolsado nos primeiros três meses de 2008 (R$ 807 milhões). Do montante despendido, 58% foram destinados a telefonia fixa e 42% a telefonia móvel.
Ao fim de março, a dívida líquida da empresa era de aproximadamente R$ 19,2 bilhões, contra R$ 9,8 bilhões do fim de 2008. O aumento se explica pela consolidação das dívidas da Brasil Telecom Participações e de sua ex-controladora Invitel e pela utilização do caixa da companhia para os pagamentos relacionados à aquisição da BrT (R$ 5,4 bilhões). A redução contínua na taxa básica de juros que vem sendo praticada pelo Banco Central deverá diminuir as pressões sobre despesas financeiras em 2009. (Da redação)









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