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Analistas avaliam que Oi vai aumentar endividamento este ano
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- Terça, 07 Fevereiro 2012 11:40
A empresa comunicou ontem captação de US$ 1,5 bi no exterior
A Oi, por meio da Brasil Telecom, concluiu na segunda-feira (6) uma emissão de bônus no exterior no valor de US$ 1,5 bilhão. A demanda pelos papéis chegou a US$ 8,6 bilhões, o que fez a companhia ampliar a oferta inicialmente fixada em US$ 1 bilhão. “Os recursos captados no exterior serão utilizados para propósitos corporativos gerais e alongamento do perfil da dívida da companhia”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da Oi, Alex Zornig, em comunicado da companhia.
Para o executivo, a forte demanda pelos papéis reflete a solidez da Oi e a crença do mercado na capacidade de geração de receita da empresa. A operadora tem passado por uma má fase nos últimos anos frente à concorrência no mercado de telecomunicações brasileiro, especialmente na telefonia móvel, onde fica bem atrás da terceira colocada com 18,92% de market share, segundo a consultoria Teleco.
“A Oi vai ter que investir muito fortemente em 3G e em sua rede de fibra óptica para a banda larga fixa, pelo menos nos próximos dois anos, que serão bastante desafiadores”, disse a analista Jaqueline Lison, do Banco Fator, apontando o possível fim do processo de reestruturação acionária da Oi como um fator para retomar seu projeto de crescimento de longo prazo. A estimativa do banco é de que a companhia eleve seu nível de investimento de R$ 4 bilhões em 2011 para R$ 6 bilhões em 2012, embora Jaqueline afirme que a empresa não deva voltar a crescer ainda este ano. “O objetivo é estancar a perda de receita”.
Os papéis têm prazo de vencimento de dez anos e serão listados na Bolsa de Valores da Irlanda. A taxa de retorno ao investidor fechou em 5,75% ao ano, com previsão de pagamento de juros semestrais. A proposta de emissão recebeu rating Baa2 da Moody's, BBB da Fitch e BBB- da agência Standard & Poor's. A operação foi coordenada pelos seguintes bancos: Bank of America Merrill Lynch, Barclays Capital, BES Investimento do Brasil, BTG Pactual e HSBC. (Da redação)
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