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Grupo da UE pede que Google adie nova política de privacidade

Órgão independente de proteção de dados quer mais tempo para analisar termos, que entram em vigor em 1º de março

 

Reguladores da União Europeia pediram que o Google adie a implementação de sua nova política de privacidade, dizendo que precisam investigar mais profundamente se a proposta protege suficientemente os dados pessoais de usuários. O Article 29 Working Party, uma instituição independente que reúne autoridades de proteção de dados de cada um dos 27 países da UE e a Comissão Europeia, disse que precisa examinar mais de perto os planos do Google antes que a nova política de privacidade entre em vigor, em 1º de março.

 

O Google informou em janeiro que estava simplificando suas regras de privacidade, consolidando as normas de mais de 60 serviços em uma única política que inclui YouTube, Gmail e a rede social Google+, entre outros. Por razões técnicas e regulatórias, apenas os serviços Google Books, Google Wallet e o navegador da companhia, Chrome, ficarão de fora dos novos termos de uso da empresa.

 

"Dada a ampla gama de serviços que vocês oferecem e a popularidade desses serviços, mudanças em sua política de privacidade podem afetar muitos cidadãos na maioria ou em todos os países-membros da UE", escreveu o grupo ao presidente-executivo do Google, Larry Page, em 2 de fevereiro.

 

"Queremos avaliar potenciais consequências para a proteção de dados pessoais destes cidadãos de maneira coordenada", diz a carta, acrescentando que a autoridade de proteção de dados da França estaria no comando da investigação. Embora o Google não seja obrigado a esperar pela conclusão da investigação do grupo antes de adotar sua nova política, a companhia já sinalizou, no passado, ser cooperativa com autoridades europeias. (Da redação, com agências internacionais)

 

Leia mais: Google responde a questionamentos sobre nova política de privacidade

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