Brasil concentra 84% das tentativas de ataques cibernéticos na América Latina
Relatório aponta 314,8 bilhões de atividades maliciosas no país no primeiro semestre, com predominância de ações de alto impacto como DDoS e ransomware

O Brasil registrou 314,8 bilhões de ataques cibernéticos no primeiro semestre de 2025, o equivalente a 84% de todas as tentativas de ataques cibernéticos detectadas na América Latina e Canadá no período. Os dados integram o relatório Cenário Global de Ameaças do FortiGuard Labs, laboratório de inteligência da Fortinet, e foram apresentados durante o Fortinet Cybersecurity Summit Brasil 2025 (FCS 2025).
Segundo o levantamento, a região contabilizou 374 bilhões de tentativas de ataque entre janeiro e junho. Depois do Brasil, os países mais afetados foram México (10,8%), Colômbia (1,89%) e Chile (0,1%).
Vetores e fases dos ataques
O estudo se baseia no modelo da cadeia de destruição cibernética, que analisa o ataque desde o reconhecimento até a execução final. No Brasil, foram identificadas 1 bilhão de tentativas de ataques cibernéticos do tipo força bruta e 2,4 bilhões de explorações de vulnerabilidades na fase inicial. Na etapa de entrega, ocorreram 4 milhões de tentativas de drive-by download e 662 mil arquivos maliciosos do tipo Office.
Durante a instalação, foram detectados 12 milhões de trojans e 67 mil tentativas de mineração não autorizada de criptomoedas (CryptoMiner). Já na fase final, chamada de ação e objetivos, houve 309 bilhões de tentativas de negação de serviço (DDoS) e 28,1 mil incidentes de ransomware.
De acordo com o vice-presidente de Engenharia da Fortinet Brasil, Alexandre Bonatti, 98,11% dos ataques cibernéticos no país estão ligadas à fase de impacto final, enquanto apenas 1,01% ocorrem na etapa de acesso inicial. “Isso indica um cenário de ataques cada vez mais direcionados, rápidos e voltados à interrupção ou extorsão”, afirmou.
Malwares e botnets
O relatório também apontou 41,9 milhões de atividades de distribuição de malwares e 52 milhões de ações relacionadas a botnets no Brasil. Esses recursos permitem o controle remoto de dispositivos infectados e podem ser usados para ataques em larga escala.
Para o Country Manager da Fortinet Brasil, Frederico Tostes, a complexidade e o volume dos ataques reforçam a urgência de estratégias integradas e contínuas de cibersegurança. Ele destacou a importância de transformar dados em conhecimento estratégico para fortalecer a cultura de segurança no país.
A Fortinet estrutura sua inteligência de ameaças em um ciclo contínuo de seis etapas — direcionamento, coleta, processamento, análise, disseminação e feedback — com atualizações em tempo real para clientes e sistemas, visando respostas rápidas a ameaças emergentes. (Com assessoria de imprensa)


