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Prado está preparando o relatório com as conclusões das audiências públicas sobre convergência tecnológica no setor de telecomunicações realizadas pelo Cade e antecipou que uma das conclusões preliminares está relacionada com a universalização dos serviços de banda larga. "Uma das unanimidades a que o Cade chegou, a partir das audiências, é que a convergência digital, sem o serviço de banda larga, perde importância", enfatizou. Disse ainda que, embora a questão da convergência seja muito complexa, já existe dentro do Conselho algumas visões uniformes. Entre elas, a de que a análise da concorrência se dará sempre na oferta local, qualquer que seja o serviço (voz, telefonia ou banda larga), e que sempre vai se procurar manter a concorrência em cada um dos serviços isoladamente. Mas a visão da convergência vai amparar as decisões. "Não dá para considerar o mercado relevante sob a ótica da tecnologia", afirmou.
No relatório, que será apresentado em novembro, o conselheiro deve também colocar sua visão, de que a principal disputa no mercado convergente se dará entre as incumbents e as empresas de TV por assinatura, e será por market share em banda larga. "A disputa entre os dois setores terá que ser arbitrada pelo órgão regulador", enfatizou. O conselheiro, no entanto, disse que há um razoável consenso no Cade de que a questão deve ser vista sob dois aspectos: de um lado, a decisão de se manter as concessões e os serviços isolados e, de outro, ver a concentração no futuro convergente. "Não se trata apenas de organizar o modelo, mas de termos um modelo que também promova a redução das assimetrias sociais e, para isso, não dá para ter infra-estrutura ociosa", afirmou. "É preciso criar mecanismos para evitar o desperdício de investimentos em infra-estrutura", insistiu.
Diferentes modelos
Para o conselheiro do Cade, a convergência tecnológica brasileira passa também pela promoção de mudanças sociais, porque alguns problemas não serão resolvidos sem crescimento econômico. Ele defendeu que o modelo tenha estratégias diferentes para alcançar os diferentes segmentos da população. "Não adianta querer cobrar R$ 100,00 de uma família com renda mensal de R$ 800,00 por um serviço de TV por assinatura ou por serviços de convergência eletrônica", exemplificou. "Estou convencido de que é preciso ter soluções distintas para segmentos distintos", afirmou Prado. Outra convicção do conselheiro é de que "não haverá convergência sem plataforma IP e sem ampliação da banda larga."
Prado citou dados da Cepal, de 2007, que mostram que a penetração da banda larga nos países da América Latina ainda é inferior a 5% ( Brasil e Argentina estão ainda com 2,2% de taxa de penetração, cada um, e México, que tem a melhor taxa, é de 4,5%). Esses números, no seu entender, indicam que há um processo longo pela frente. "Temos um debate importante, estamos entrando num momento novo e temos que discutir qual o arranjo que permite um ambiente da concorrência com ampla oferta de serviços", destacou.
Plantão de Notícias | TeleSíntese
Para o Cade, a convergência vai ser disputada em cada cidade.
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- Segunda, 22 Outubro 2007 22:00
Prado está preparando o relatório com as conclusões das audiências públicas sobre convergência tecnológica no setor de telecomunicações realizadas pelo Cade e antecipou que uma das conclusões preliminares está relacionada com a universalização dos serviços de banda larga. "Uma das unanimidades a que o Cade chegou, a partir das audiências, é que a convergência digital, sem o serviço de banda larga, perde importância", enfatizou. Disse ainda que, embora a questão da convergência seja muito complexa, já existe dentro do Conselho algumas visões uniformes. Entre elas, a de que a análise da concorrência se dará sempre na oferta local, qualquer que seja o serviço (voz, telefonia ou banda larga), e que sempre vai se procurar manter a concorrência em cada um dos serviços isoladamente. Mas a visão da convergência vai amparar as decisões. "Não dá para considerar o mercado relevante sob a ótica da tecnologia", afirmou.
No relatório, que será apresentado em novembro, o conselheiro deve também colocar sua visão, de que a principal disputa no mercado convergente se dará entre as incumbents e as empresas de TV por assinatura, e será por market share em banda larga. "A disputa entre os dois setores terá que ser arbitrada pelo órgão regulador", enfatizou. O conselheiro, no entanto, disse que há um razoável consenso no Cade de que a questão deve ser vista sob dois aspectos: de um lado, a decisão de se manter as concessões e os serviços isolados e, de outro, ver a concentração no futuro convergente. "Não se trata apenas de organizar o modelo, mas de termos um modelo que também promova a redução das assimetrias sociais e, para isso, não dá para ter infra-estrutura ociosa", afirmou. "É preciso criar mecanismos para evitar o desperdício de investimentos em infra-estrutura", insistiu.
Diferentes modelos
Para o conselheiro do Cade, a convergência tecnológica brasileira passa também pela promoção de mudanças sociais, porque alguns problemas não serão resolvidos sem crescimento econômico. Ele defendeu que o modelo tenha estratégias diferentes para alcançar os diferentes segmentos da população. "Não adianta querer cobrar R$ 100,00 de uma família com renda mensal de R$ 800,00 por um serviço de TV por assinatura ou por serviços de convergência eletrônica", exemplificou. "Estou convencido de que é preciso ter soluções distintas para segmentos distintos", afirmou Prado. Outra convicção do conselheiro é de que "não haverá convergência sem plataforma IP e sem ampliação da banda larga."
Prado citou dados da Cepal, de 2007, que mostram que a penetração da banda larga nos países da América Latina ainda é inferior a 5% ( Brasil e Argentina estão ainda com 2,2% de taxa de penetração, cada um, e México, que tem a melhor taxa, é de 4,5%). Esses números, no seu entender, indicam que há um processo longo pela frente. "Temos um debate importante, estamos entrando num momento novo e temos que discutir qual o arranjo que permite um ambiente da concorrência com ampla oferta de serviços", destacou.
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