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O Brasil deveria também reivindicar a abertura dos sistemas da Microsoft

O presidente da ECIS (European Committee for Interoperable Systems), Clifford Chance, entidade que liderou o processo contra a Microsoft, e que conseguiu, em setembro último, a vitória final na Suprema Corte Européia, presente ao Fórum de Governança da Internet (IGF), entende que a decisão européia é um marco que pode ser seguido por diferentes países. “O Brasil pode também pleitear a interoperabilidade dos sistemas da empresa, para estimular a competição em seu mercado”, afirmou ele.

Chance explicou que a decisão da Comissão Européia (tomada em 2005) e confirmada este ano pela justiça, obriga a empresa norte-americana a fornecer a interoperabilidade integral em três de seus sistemas, para corrigir práticas anticoncorrenciais.
 

Hoje, os usuários que usam software livre têm sempre que gravar seus documentos no formato doc da Microsoft, caso contrário aqueles que possuem o software da empresa norte-americana não conseguem ler o seu conteúdo. Com a decisão européia, os documentos gravados em software livre passam a ser lidos também por qualquer usuário Microsoft.

As outras duas decisões, afirma Chance, são ainda mais importantes, porque elas dizem respeito à internet. Uma delas manda a Microsoft  retirar as interfaces secretas que dificultavam a comunicação entre os desktops e os servidores; e a outra obrigou a Microsoft a oferecer a interoperabilidade capaz de permitir que usuários que usem  browsers abertos (como o Firefox, por exemplo) possam acessar qualquer portal na internet. “Atualmente, muitos dos portais que estão baseados no ambiente Microsoft só podem ser acessados pelo Internet Explore, da própria empresa”, observa.   Para Chance, essas medidas irão permitir que todas as soluções em software livre avancem no mercado europeu, fazendo com que a competição passe, de fato, a se efetivar.   

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