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A Comissão Européia lançou na primeira semana de outubro consulta pública que propõe ações para que a região lidere a transição para a Web 3.0, batizada como “Internet das Coisas”, ou a internet que irá conectar objetivos físicos: de um talão de cheques à uma bicicleta. A Internet das Coisas cobre toda a infra-estrutura necessária (hardware, software e serviços) para suportar esta rede de conexão de objetos físicos.
Os objetos conectados terão um papel ativo tanto nos negócios como no processo de informação, pois são eles que farão a troca de dados, dados esses capazes de trazer a identidade dos objetos, suas propriedades físicas e as informações sensíveis ao ambiente.
Conforme o documento, a tecnologia capaz de suportar esse futuro é a RFID (Radio Frequency Identification Technologies), que permite que cada objeto tenha o seu próprio e único identificador, no lugar dos atuais códigos de barras, que trazem um número de identificação para cada tipo de produto. As previsões da Europa são de que as primeiras soluções estarão no mercado em cinco anos.
Dois são os cenários imaginados para o desenvolvimento dessa tecnologia. No mais provável, as atuais etiquetas associadas aos produtos deixarão de ser passivas para tornarem-se, progressivamente, bem mais inteligentes. Em outro cenário, prevê-se a coexistência de dois tipos de etiquetas – uma bem barata e simples e outra bem mais sofisticada e com multifuncionalidades, de maneira a garantir a segurança das informações necessárias nos aparelhos low end.
Aplicações
As aplicações com a Web 3.0, muito mais interativa, serão inúmeras. Como exemplo, o documento cita, na área da saúde, a possibilidade de monitoramento em real time de pacientes; medição de pressão sanguínea sem que as atividades diárias precisem ser interrompidas ou o monitoramento dos remédios a serem tomados pelo paciente. Ou ainda, o uso de sensores para o controle de energia e temperatura nas residências; ou a captação de informações sobre os produtos em exposição nas lojas.
Para que a Web 3.0 possa se tornar realidade, alerta a Europa, muitas são as questões que precisam ser resolvidas, no que se refere à segurança, proteção e privacidade dos dados; controle de recursos críticos; gerenciamento da identidade e interoperabilidade; ocupação de espectro e padronização. E os problemas a serem enfrentados em cada um desses itens são listados na consulta pública.
Só para se ter uma idéia da extensão das mudanças que serão necessárias, o documento alerta que o atual sistema de identificação usado pela internet – o de nomes de domínio (DNS) – não poderá ser usado na nova geração, já que esse sistema fornece apenas um endereço correspondente ao nome do computador, mas não atutentica o cliente ou o provedor de informação. “Se esse sistema for reutilizado nas aplicações RFID, as informações sobre os usuários ou sobre as empresas poderão ser potencialmente obtidas para usos ilícitos”, alerta o documento.
Arquitetura aberta
Para estimular a competição no desenvolvimento das aplicações RFID, a comissão avisa que irá optar pelas arquiteturas abertas tanto para os softwares como para as plataformas de serviços (middleware) que serão usadas em todos os “controles de transações e eventos”. Alerta também que os aparelhos deverão conter, preferencialmente, interfaces abertas, para facilitar o uso para múltiplas aplicações e promover a economia de escala e escopo.
A comissão avisa que irá evitar, nessa nova web, arquiteturas que favoreçam operações monopolísticas; que tornem-se “ilhas delas mesmas”, ou que adotem padrões proprietários cujo custo de acesso fique muito alto.
E, para tudo isso, banda de freqüência será imprescindível, já que a Internet das Coisas será baseada na conectividade wireless entre as etiquetas dos objetos, os sensores e outros aparelhos inteligentes e a nova Web.
Vem aí a "Internet das Coisas"
- Detalhes
- Sexta, 10 Outubro 2008 07:02
- Escrito por Miriam Aquino
A Comissão Européia lançou na primeira semana de outubro consulta pública que propõe ações para que a região lidere a transição para a Web 3.0, batizada como “Internet das Coisas”, ou a internet que irá conectar objetivos físicos: de um talão de cheques à uma bicicleta. A Internet das Coisas cobre toda a infra-estrutura necessária (hardware, software e serviços) para suportar esta rede de conexão de objetos físicos. Os objetos conectados terão um papel ativo tanto nos negócios como no processo de informação, pois são eles que farão a troca de dados, dados esses capazes de trazer a identidade dos objetos, suas propriedades físicas e as informações sensíveis ao ambiente.
Conforme o documento, a tecnologia capaz de suportar esse futuro é a RFID (Radio Frequency Identification Technologies), que permite que cada objeto tenha o seu próprio e único identificador, no lugar dos atuais códigos de barras, que trazem um número de identificação para cada tipo de produto. As previsões da Europa são de que as primeiras soluções estarão no mercado em cinco anos.
Dois são os cenários imaginados para o desenvolvimento dessa tecnologia. No mais provável, as atuais etiquetas associadas aos produtos deixarão de ser passivas para tornarem-se, progressivamente, bem mais inteligentes. Em outro cenário, prevê-se a coexistência de dois tipos de etiquetas – uma bem barata e simples e outra bem mais sofisticada e com multifuncionalidades, de maneira a garantir a segurança das informações necessárias nos aparelhos low end.
Aplicações
As aplicações com a Web 3.0, muito mais interativa, serão inúmeras. Como exemplo, o documento cita, na área da saúde, a possibilidade de monitoramento em real time de pacientes; medição de pressão sanguínea sem que as atividades diárias precisem ser interrompidas ou o monitoramento dos remédios a serem tomados pelo paciente. Ou ainda, o uso de sensores para o controle de energia e temperatura nas residências; ou a captação de informações sobre os produtos em exposição nas lojas.
Para que a Web 3.0 possa se tornar realidade, alerta a Europa, muitas são as questões que precisam ser resolvidas, no que se refere à segurança, proteção e privacidade dos dados; controle de recursos críticos; gerenciamento da identidade e interoperabilidade; ocupação de espectro e padronização. E os problemas a serem enfrentados em cada um desses itens são listados na consulta pública.
Só para se ter uma idéia da extensão das mudanças que serão necessárias, o documento alerta que o atual sistema de identificação usado pela internet – o de nomes de domínio (DNS) – não poderá ser usado na nova geração, já que esse sistema fornece apenas um endereço correspondente ao nome do computador, mas não atutentica o cliente ou o provedor de informação. “Se esse sistema for reutilizado nas aplicações RFID, as informações sobre os usuários ou sobre as empresas poderão ser potencialmente obtidas para usos ilícitos”, alerta o documento.
Arquitetura aberta
Para estimular a competição no desenvolvimento das aplicações RFID, a comissão avisa que irá optar pelas arquiteturas abertas tanto para os softwares como para as plataformas de serviços (middleware) que serão usadas em todos os “controles de transações e eventos”. Alerta também que os aparelhos deverão conter, preferencialmente, interfaces abertas, para facilitar o uso para múltiplas aplicações e promover a economia de escala e escopo.
A comissão avisa que irá evitar, nessa nova web, arquiteturas que favoreçam operações monopolísticas; que tornem-se “ilhas delas mesmas”, ou que adotem padrões proprietários cujo custo de acesso fique muito alto.
E, para tudo isso, banda de freqüência será imprescindível, já que a Internet das Coisas será baseada na conectividade wireless entre as etiquetas dos objetos, os sensores e outros aparelhos inteligentes e a nova Web.
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