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Investimentos em telecom devem cair na América do Sul

Os impactos da recessão econômica global sobre o mercado de telecom serão diferentes para cada região do globo. Por aqui, há projeções de queda nos investimentos.  Os impactos da recessão econômica global sobre o mercado de telecomunicações serão diferentes para cada região do globo, analisa a consultoria Analysys Mason. Na América do Sul e Europa Oriental os investimentos em infra-estrutura e software no próximo ano deverão cair de maneira mais abrupta, com as empresas concentrando-se nos seus já ocupados mercados regionais.

Mas na China, Índia e Ásia Central, a expectativa é de que continuem a crescer a telefonia móvel, a banda larga e os serviços corporativos. Nos países desenvolvidos, onde as projeções indicam quedas de 0,2% no PIB japonês, de 0,7% no PIB norte-americano e de 0,8% no PIB alemão no próximo ano, as perspectivas são também de corte nos investimentos.

A consultoria, embora avalie que essa recessão será mais longa do que a das últimas crises econômicas, não acredita que haverá uma depressão mundial. E, mesmo com a queda da produção econômica, estima que as receitas mundiais com serviços de telecomunicações aumentarão de US$ 1,91 trilhão para US$ 1,98 trilhão em 2009.

O setor estará mais preparado para enfrentar esse período do que a crise de 2001/03, quando estouraram as empresas ponto com. Naquela época, havia excesso de capacidade de rede; forte endividamento das prestadoras de serviço, provocado pelos altíssimos preços das freqüências, e grande concorrência entre empresas que tinham crédito barato, mas modelos de negócios inconsistentes. Desta vez, as operadoras estão com seus balanços no azul e com bom dinheiro em caixa.

Mas isso não evitará que as empresas, analisa a consultoria, diminuam o seu Capex antes mesmo de começar a ser registrada a queda nas receitas dos serviços. De qualquer forma, nas outras crises globais o setor de telecom continuou a crescer, depois de uma pequena pausa para se adaptar aos novos ventos. E é essa expectativa das operadoras instaladas no Brasil, que ainda não apresentaram, segundo os fornecedores, sinais de redução nos investimentos. A conferir.

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