A nova classe C
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- Sexta, 14 Maio 2010 06:00
- Escrito por Miriam Aquino
Estudo da Goldman Sachs aponta que a classe C brasileira, que representa 49% da população, já tem mais renda do que os 10% mais ricos. As empresas de telecom mais bem posicionadas para acompanhar esse novo consumidor são Vivo, TIM, Claro, Oi, NET, Telefônica e Uol.
A nova classe C e seu sonho de consumo
A Goldman Sachs divulgou um recente estudo sobre a nova classe média brasileira. Com uma avaliação bem positiva de nossa economia, a agência assinala que a classe C já representa 49% da população, e, pela primeira vez, a sua renda disponível é maior do que a dos 10% mais ricos. Atualmente, a classe C fica com 45,8% da renda nacional, contra os 44,1% em poder das 19,4 milhões de pessoas que pertencem às classes A e B. “Isso sugere que o crescimento é sustentável”, vaticina o documento.
O estudo, intitulado “Investing in Brazil's New Middle Class", sabe que, se essa classe média em ascensão deseja comprar carros e móveis, mas ainda não consegue,- porque a renda média anual varia de US$ 7,4 mil a US$ 32 mil-, já pode pelo menos adquirir telefones celulares, itens de cuidados pessoais e roupas. E as empresas melhor posicionadas, que têm produtos e serviços de pequenos valores monetários irão ampliar a sua participação, principalmente aquelas que estiverem prontas para atender novas fronteiras e cidades pequenas.
Ao analisar cada um dos segmentos de mercado, a consultoria faz as suas apostas em 68 ações de empresas que estariam bem posicionadas para atender a esta nova demanda, que exige a presença corporativa regional e atuação firme no Nordeste brasileiro.
No segmento de telecom, mídia e equipamentos de TI as empresas mais bem posicionadas , na avaliação da agência, são: Vivo, Tim, Claro,e Oi com a venda de smarthpones ;e NET, Oi, Telefônica e Uol para o acesso à internet. A fabricante Positivo fica sozinha no segmento de computadores.
Além de estarem bem posicionadas em termos regionais, essas empresas também conseguem se destacar junto a dois públicos que irão liderar o crescimento do consumo da classe C: as mulheres e os jovens. A faixa de idade de 10 a 14 anos é a que congrega o maior número de potenciais consumidores (quase 18 milhões), seguida pela faixa de 15 a 19 anos (com cerca de 17 milhões), e de 20 a 24 (pouco mais de 16 milhões).
Enquanto isto, as mulheres são responsáveis por 50% das compras feitas na internet brasileira (contra 39% em 2002) e cerca de 52% delas com idade para trabalhar estão empregadas, contra 28% na década de 80. Embora as mulheres continuem a receber salários inferiores aos dos homens (16% a menos, em média), têm 5% a mais de escolarização do que eles. Mas a diferença salarial por gênero já foi pior: em 78 era de 33%.
Focar na mulher, no jovem e na regionalização é focar na nova classe C brasileira. Na avaliação da consultoria, o Brasil chegará ao final deste ano com 62% dos 190 milhões de brasileiros integrantes das classes A/B e C, ou seja, um contingente tão grande e com renda tão importante, que é o sonho de toda empresa que vende para as massas.
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