juegos

As razões do controlador da Oi

Para Marques de Azevedo, PT e Oi devem acelerar a criação da joint-venture.

Otávio de Marques de Azevedo, hoje respondendo pela Andrade Gutierrez, que integra o núcleo duro de controle da Oi, deu algumas  razões para explicar a diferença de valor que a Portugal Telecom estará pagando pelas ações de controle e pelas ações dos minoritários, conforme assinalado na última coluna. Lá vão elas:

***O processo de venda de uma parcela de ações da Oi teve algumas peculiaridades. Entre elas: a Portugal Telecom entrou primeiro nas empresas AG e La Fonte, ficando assim mais diretamente vinculada ao controlador;
***Os outros acionistas- fundos de pensão, BNDES, Fundação Atlântico- mantêm inalterados os seus direitos de preferência sobre a Telemar Participações;
***Debaixo do ativo da AG e La Fonte não existe apenas a Telemar Participações, mas outros ativos, como a empresa de call center Contex;
***AG e La Fonte possuem  3% de ações preferenciais da Tele Norte Leste Participações, que também devem ser computadas no acordo anunciado;
***O acordo estabelece um “lock up” de cinco anos. Ou seja, ressalta Azevedo, os demais sócios continuam a poder vender suas ações a qualquer momento, mas os sócios privados nacionais perderam este direito por meia década, com base neste lock up.
***Assinala que o lock up vale também para a Portugal Telecom, mas não teria nenhuma sentido ela acabar de entrar para querer sair. Os sócios nacionais, ao contrário, que eram acusados, durante a privatização, de serem uns oportunistas, ficarão pelo menos 17 anos à frente da operadora, com esta nova garantia de mais cinco anos.
***A operação não está condicionada à aceitação de todos os minoritários, tanto que ela prevê a compra, pela Portugal Telecom, de ações nas outras duas empresas (TNL e Tmar) após a manifestação dos demais acionistas. Mas Azevedo acredita que uma parte dos que possuem as ações da Oi irá participar da subscrição, para não se diluir, e também porque esse acionista aposta no futuro da empresa. 
***O ingresso do novo sócio trará um importante capital para a companhia. Na verdade, toda a operação (a venda da Vivo para a Telefónica), lembra, fará que a Portugal Telecom  a Oi  tornem-se extremamente líquidas, o que significa que as duas operadoras poderão atuar com mais agressividade no mercado internacional.
***Para Azevedo, é possível que a joint-venture entre a Oi e a PT (50% para cada uma), que será criada para explorar o mercado internacional (principalmente América Latina e África), venha a ser constituída antes mesmo da concretização da operação no Brasil, que aguarda pela anuência prévia dos reguladores nacionais.
***Para o executivo, com essa operação e a liquidez que virá, haverá uma simetria de atuação, na  qual três grupos – Telefónica, Telmex e Oi/PT- passarão a disputar em igualdade de condições. “No Brasil, poderá até surgir a licença única, pois seremos simétricos”concluiu. 

tv.síntese

Telefônica vai dar prioridade ao vídeo na fibra

Entrevista com Antonio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil

hoje, em destaque

entrevista

O problema da Telebras não é orçamento. É gente.

O problema da Telebras não é orçamento. É gente.

Uma das prioridades da direção da Telebras é aumentar significativamente, senão dobrar, seu quadro de 220 funcionários. De acordo com Caio Bonilha, presidente da estatal, ainda este ano será realizado um concurso para preencher as novas vagas.

Leia mais +