Inatel firma parceria com RNP para intensificar pesquisas em 5G


 

O Inatel e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), ligada ao governo federal, firmaram acordo de colaboração na criação de soluções de IoT de longo alcance em áreas remotas usando tecnologia 5G. O projeto prevê investimentos de R$ 6 milhões ao longo de um ano.

“Daremos sequência ao desenvolvimento do Transceptor Flexível MIMO-GFDM para redes 5G, projeto carro chefe do CRR. A intenção é dar a ele novas funcionalidades que permitam viabilizar a conectividade no campo necessária para a criação dessas soluções”, diz o pró-diretor de Pós-graduação e Pesquisa do Inatel, professor José Marcos Câmara Brito. O CCR a que ele se refere é o Centro de Referência em Radiocomunicações, criado no instituto há cinco anos e que já capacitou mais de 500 profissionais neste período e registrou seis patentes.

O Transceptor Flexível MIMO-GFDM para redes 5G é único no mundo e foi desenvolvido com tecnologia 100% nacional, em parceria com instituições e empresas nacionais e estrangeiras. Sua primeira versão foi apresentada e testada já em 2017. O componente utiliza o padrão GFDM que reduz a interferência nos canais adjacentes em várias ordens de grandeza se comparada com as técnicas convencionais, conseguindo transmitir mais dados sem causar interferência em outros usuários, tendo múltiplos serviços dentro da mesma banda e uma diversidade de aplicações, que hoje não é possível com o 4G.

Para Iara Machado, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da RNP, a parceria com o Inatel é estratégica, visto que a entidade ainda encontra um grande desafio na sua missão de conectar instituições de ensino e pesquisa no interior. “Vamos explorar o uso do 5G nesse contexto e também no ambiente do campus universitário. Acreditamos que ter o Inatel como parceiro nesse projeto vai contribuir para a construção dessas soluções”, ressalta.

Por que usar 5G em áreas remotas?

O Brasil é o quinto maior país do planeta com mais de 8,5 milhões de Km² de extensão. No entanto, menos de 1% desse território é composto por áreas urbanas, segundo estudo da Embrapa. Levando em conta que o acesso à internet fica concentrado nas áreas com maior densidade populacional, pode-se constatar que o país sofre um grande déficit de conectividade. Segundo o professor Brito, isso impede que as áreas rurais se desenvolvam adequadamente, daí a motivação social para que as pesquisas se voltem para este cenário.

Além disso, a agricultura consiste em uma das principais bases da economia do país, com previsão de atingir em 2019 o valor bruto de produção de R$ 584,6 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, o que representa 21,6% no PIB.

“Nossa intenção é levar internet a maiores distâncias também em virtude da importância do agronegócio e da exportação para o país, com a intenção de colocar o Brasil em posição de destaque sob o ponto de vista tecnológico”, afirma o professor Brito, que também atua como secretário-geral do 5G Brasil, grupo formado por associações, instituições de pesquisa, governo e empresas do setor de Telecomunicações do país que fomenta a construção do ecossistema de quinta geração de telefonia móvel no Brasil. (Com assessoria de imprensa)

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