IBM investe US$ 1 milhão em laboratório de software no Brasil


Para uma corporação que obtém mais da metade (exatos 55% no segundo trimestre de 2006) das receitas com serviços globais, e quase 20% com software, não surpreende que esteja tomando contínuas iniciativas em novos negócios nessas áreas, ao redor do mundo. Hoje, 5, foi a vez de a subsidiária brasileira da IBM anunciar que realizará …

Para uma corporação que obtém mais da metade (exatos 55% no segundo trimestre de 2006) das receitas com serviços globais, e quase 20% com software, não surpreende que esteja tomando contínuas iniciativas em novos negócios nessas áreas, ao redor do mundo. Hoje, 5, foi a vez de a subsidiária brasileira da IBM anunciar que realizará investimentos iniciais da ordem de US$ 1 milhão para oferecer, no país e na América Latina, os serviços ultra-especializados da equipe High Performance on Demand Solutions (HiPODS). Esse novo braço de serviços IBM fica sob o guarda-chuva da organização de Estratégia de Software. Baseada na sede da empresa, na cidade de São Paulo, a unidade HiPODS local conta, hoje, com uma dúzia de profissionais.

O foco principal do HiPODS é dar respostas que ajudem na solução de questões relacionadas a enormes volumes de transações, como as processadas nas loterias ou bancos, prestando a essas atividades o devido suporte tecnológico, explicaram em entrevista coletiva Steve Mills, vice-presidente sênior de software da IBM; Willy Chiu, vice-presidente de HiPODS; Rogerio Oliveira, gerente geral da IBM Brasil e Marco Prado, executivo da área de software da subsidiária. No Brasil e na América Latina, é cada vez maior o número de negócios que precisam de grande capacidade de processamento, e que também requerem uma demanda de banda cada vez maior. Assim, explica Prado, o setor de finanças requer soluções multicanal de processamento; o de telecom, de avaliação de suas redes para provimento de IPTV; o de governo, toda a infra-estrutura necessária à implementação da nota fiscal eletrônica.

No mundo

O laboratório HiPODS local é a sexta instalação especializada da IBM. As demais equipes (são 200 especialistas ao todo) estão nos EUA, China, Índia, Japão e Reino Unido. Trabalhando em escala mundial, em rede e de forma compartilhada e colaborativa, e contando com centenas de servidores espalhados pelos laboratórios, o HiPODS oferece ao mercado não só acesso a essa infra-estrutura e armazenamento de dados, como constrói soluções customizadas para facilitar a automação, virtualização e padronização nas empresas e nas suas infra-estruturas de tecnologia da informação.

O serviço é conectado por uma grade global de inovação que tanto agiliza os trabalhos como tem capacidade para prover componentes de software, conectar equipes através de blogs e wikis e, sobretudo, reutilizar ativos desenvolvidos para um cliente em centenas de outros, em qualquer lugar do mundo. Segundo a IBM, o trabalho colaborativo do laboratório também se aplica à validação de novas tecnologias em uso no mundo real. Assim, por exemplo, desenvolveu um serviço baseado na web para avaliar o desempenho de cargas de trabalho com base na Arquitetura Orientada a Serviço (SOA, da sigla, em inglês), que se aplica a bancos, reservas de viagens, sistemas de seguros. O time HiPODS, disse Chiu, da mesma maneira, está capacitado para construir middlewares para alto desempenho, potentes sistemas de mensagens, fluxo de trabalho. Com hardware e software IBM, ou não.

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