IBM defende tarifa híbrida de pré e pós pago no celular


A receita com serviços pré-pagos no Brasil vai pular de R$ 71 bilhões para R$ 173 bilhões em 2014, sendo que a telefonia móvel ficará com R$ 43 bilhões desse total. A tendência é de muitos desses serviços – como vale-alimentação, vale-transporte e vale-combustíveis – sejam prestados por meio de celulares. Esse é o resultado da pesquisa encomendada pela IBM, divulgada nesta quarta-feira (14), na Futurecom, em São Paulo.

Segundo a diretora de Telecomunicações e Mídia da IBM, Solange Carvalho, o mercado de pré-pago vai representar 6,6% do consumo privado no país e a receita das operadoras móveis pode aumentar se alguns dos serviços migrarem para os celulares. “Afinal, os outros serviços terão que pagar pelo uso das redes”, disse.

Para que isso aconteça, Solange disse que é preciso haver uma abordagem colaborativa entre os diversos setores. Ela prevê que entre os modelos de negócios para essas parcerias será o de MVNO (operadora virtual de celular).

De acordo com Solange, essa tendência é mundial. Uma pesquisa com todas as operadoras móveis do mundo apontou que 73% delas acreditam em um modelo de abordagem híbrida e colaborativa com diferentes setores. Por isso, defende a adoção de modelo híbrido de cobrança dos serviços móveis, acabando com a ruptura entre os serviços pré e pós-pagos.

Preço

O gerente de Parcerias da Ericsson, Jasper Andersen, também defende parcerias entre as operadoras moveis e outros segmentos do mercado, como o varejista, para aumentar a liquidez e o uso do minuto pré-pago pelos brasileiros. Sua empresa trabalha em soluções de pagamentos, transferências de valores para o celular. Ele afirma que o consumo de celulares pelos brasileiros vem mudando e requer novos modelos de negócios pelas operadoras.

Andersen disse que a tarifa do pré-pago ainda é muito cara no país e por isso, o uso médio mensal (MOU) é de 120 minutos enquanto em outros países do Brics já passam de 400 minutos. Ele acredita que essa diferença se dá, além da barreira da tarifa, porque o custo para aquisição do cliente no Brasil é muito maior do que nos outros países.

Para Solange, a diferença se deve, principalmente, pela falta de conteúdos e aplicações relevantes para os diversos consumidores do país. “É isso que faz o MOU aumentar, além de elevar o uso da tecnologia e da infraestrutura disponíveis”, disse.
Já os representantes das operadoras Vivo, TIM e Claro afirmaram que o custo da tarifa do pré-pago vem caindo e os R$ 1,54 pelo minuto cobrado podem cair até para R$ 0,2 em função dos bônus e dos subsídios ofertados pelas prestadoras.

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