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O IBGE divulgou hoje, 22, a PNAD de 2015 para o uso de produtos de Tecnologia da Informação. E o Brasil tem mais de 100 milhões de pessoas que acessam a internet. Mas a pesquisa demonstra também que o fosso digital entre ricos e pobres se amplia: dos 39,3 milhões de domicílios que têm acesso à internet,  92% integram a faixa de mais de 10 salários mínimos  enquanto apenas 32,7% das residências com até 1/4 do salário mínimo têm acesso à web.

O número de internautas ultrapassa, pela primeira vez, a marca dos 100 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade. Em 2015, 57,5% da população de 10 anos ou mais de idade (102,1 milhões) utilizou a Internet nos 90 dias anteriores à pesquisa, ou seja, 42,5% da população não teve acesso à rede (cerca de 75,6 milhões de pessoas).

O uso da internet mostrou relação direta com as classes de rendimento mensal domiciliar per capita, com o maior percentual (92,1%) na classe de mais de 10 salários mínimos, e menor (32,7%) na classe sem rendimento a 1/4 do salário mínimo. Entre os que não utilizaram, 88,2% pertenciam a classe de rendimento domiciliar de até 2 salários mínimos per capita (66,5 milhões de pessoas).

Escolas

A utilização da Internet mostrou relação direta com os anos de estudo, indicando proporções crescentes entre os mais escolarizados. Em relação a 2014, todos os grupos de anos de estudo apresentaram aumento na utilização. Para as pessoas com 4 a 7 anos de estudo (42,4%), o percentual foi inferior à média nacional (57,5%), enquanto para aquelas com oito anos ou mais de estudo a proporção foi superior a 65,0%. O maior percentual foi observado na população com 15 anos ou mais de estudo (92,3%).

As proporções de utilização da Internet também aumentam continuamente até o nível superior incompleto, que alcança o percentual máximo de 94,7%, decaindo para 92,8% no grupo das pessoas que possuem o superior completo. Esse fator acontece pela maior presença de pessoas mais velhas, que já cursaram o nível superior.

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet foi maior entre os estudantes (79,8%) do que entre os não estudantes (51,7%). Na rede privada, 97,3% (9,0 milhões) utilizavam a Internet, enquanto na rede pública, 73,7% (19,9 milhões).