IBGE: maioria dos brasileiros acessa a internet para trocar mensagens


Banda larga móvel é a principal forma de acesso à web, usada por 94,6% dos internautas do país. Há, ainda, 63,4 milhões de pessoas sem qualquer acesso à internet. Estas dizem que não sabem usar ou que não podem pagar pelo serviço.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou hoje, 21, os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios TIC 2016. O material faz um retrato dos hábitos do brasileiro com relação ao uso de tecnologia.

Segundo o material, 94,2% dos 116,1 milhões de habitantes do país que acessaram a internet em 2016 o fizeram para trocar mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail. Assistir a vídeos, programas, séries e filmes foi a motivação de 76,4% desse contingente, seguido por conversas por chamada de voz ou vídeo (73,3%) e enviar ou receber e-mail (69,3%).

Internet

Os dados indicam que o dividendo digital no país diminuiu, mas ainda persiste. Ao menos 35,3% dos brasileiros com mais de 10 anos, não tinham conexão à internet. Das 179,4 milhões de pessoas com 10 anos ou mais, 64,7% utilizaram a internet pelo menos uma vez nos 90 dias que antecederam à data de entrevista nos domicílios pesquisados ao longo do último trimestre de 2016. Os menores percentuais foram no Nordeste (52,3%) e Norte (54,3%), e os maiores no Sudeste (72,3%), Centro-Oeste (71,8%) e Sul (67,9%).

O IBGE contabiliza 69,3 milhões de domicílios no Brasil. Em 48,1 milhões (69,3%) de domicílios há acesso à internet. Desses, 77,3% usavam banda larga móvel e 71,4% banda larga fixa. Menos da metade (49,1%) usavam ambos. A conexão discada, apesar de rara, ainda persiste: foi identificada em 0,6% dos domicílios.

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Do total de domicílios, 45,3% tinham microcomputador. Os menores percentuais foram no Norte (28,1%) e no Nordeste (29,9%), enquanto os maiores foram no Centro-Oeste (47,4%), Sudeste (54,2%) e Sul (53,5%). Quanto à presença de tablet, este equipamento existia em 15,1% dos domicílios, com o maior percentual no Sudeste (18,2%), e o menor no Norte (9,3%).

Havia celular em 92,6% dos domicílios, enquanto o telefone fixo em 33,6%. Em apenas 5,4% dos domicílios não havia qualquer tipo de telefone.

Celular

Entre quem tem acesso à internet, o celular é a plataforma preferencial. O telefone móvel é usado por 94,6% dos internautas. Das 63,4 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade que não utilizaram a internet, 37,8% não sabiam usar e 37,6% alegaram falta de interesse, enquanto 14,3% não acessaram por considerar o serviço caro.

“O acesso pelo celular está acima de 90% em todas as grandes regiões. Além da velocidade, o celular permite acessar a Internet por redes sem fio públicas ou gratuitas, sem exigir uma rede de transmissão de dados”, analisa Maria Lucia Vieira, gerente da pesquisa.

Apesar de o celular ser predominante (94,6%), outras formas de acessar a Internet são via microcomputador (63,7%), tablet (16,4%) e televisão (11,3%). No Norte e no Nordeste, o uso do microcomputador é mais baixo, o que pode estar relacionado aos menores rendimentos da população e à infraestrutura local.

“A renda das residências dessas duas grandes regiões é inferior à das demais, e tanto o microcomputador quanto o serviço de Internet para esse equipamento são mais caros que o celular”, diz Vieira.

Mais mulheres que homens

Da população de 10 anos ou mais, 77,1% tinham celular para uso pessoal. A proporção de homens que tinham celular para uso pessoal (75,9%) foi menor que a das mulheres (78,2%). Essa diferença foi notada nas Regiões Norte (62,3% contra 67,8%), Nordeste (65,5% contra 71,6%) e Centro-Oeste (83,6% contra 85,6%), mas quase imperceptível nas demais. Entre os usuários de celular, 78,9% acessavam a Internet por meio do aparelho.

TV

A televisão estava presente em 97,2% dos domicílios. Entre os domicílios com televisão, 48,2 milhões (71,5%) tinham conversor para receber o sinal digital de TV aberta. Em 10,3% (6,9 milhões) dos domicílios com televisão não havia aparelho com conversor, não recebiam sinal por antena parabólica e nem tinham serviço de televisão por assinatura.

Nos domicílios com televisão sem acesso ao serviço por assinatura, mais da metade (55,5%) não o tinham por considerá-lo caro. Há, no país, base instalada de 102,6 milhões de televisores, sejam de tubo (36,6%), sejam de tela fina (63,4%).

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