IBGE: 64% dos lares brasileiros com fome têm celulares


Pesquisa do IBGE PNAD 2013 divulgada hoje sobre segurança alimentar demonstra que mais de 64% dos lares brasileiros que têm índice de segurança alimentar grave (IA), – ou com privação de alimentos para adultos e crianças – têm também celular em uso. E 88,4% desses mesmos lares têm televisão. O fogão é o aparelho de maior presença nas residências famélicas: 93,5%.

Pesquisa do IBGE PNAD 2013 divulgada hoje sobre segurança alimentar demonstra que mais de 64% dos lares brasileiros que têm índice de segurança alimentar grave (IA), – ou com privação de alimentos para adultos e crianças – têm também celular em uso. E 88,4% desses mesmos lares têm televisão. O fogão é o aparelho de maior presença nas residências famélicas: 93,5%.

Conforme a pesquisa, nas residências sem qualquer risco alimentar, o celular como único meio de comunicação apresenta a menor taxa, de 50,2%, entre os demais tipos de residências. Os microcomputadores são os equipamentos de menor penetração, entre os demais aparelhos domésticos, como geladeira, máquina de lavar, TV ou fogão.

Conforme a pesquisa, apenas 54,8% das residências com segurança alimenta tinham computadores. E apenas 13,8% dos domicílios com grave índice de segurança alimentar tinham este aparelho.

As TVs só perdem para as geladeiras entre os aparelhos mais disponíveis em todos os tipos de residênciass brasileiras. Nas casas com segurança alimentar, a geladeira estava presente em 98,3% e em 85,8% nas casas com fome. E as TVS em 97,8% das casas e em 88,4%.

Os resultados gerais  da pesquisa

Em 2013, a pesquisa registrou 65,3 milhões de domicílios particulares no Brasil. Destes, 50,5 milhões (77,4%) estavam em situação de segurança alimentar. Nestes domicílios moravam 149,4 milhões de pessoas, o equivalente a 74,2% dos moradores em domicílios particulares do país. Os 14,7 milhões de domicílios particulares restantes (22,6%) se encontravam em algum grau de insegurança alimentar. Neles viviam cerca de 52,0 milhões de pessoas (25,8%).

A prevalência de domicílios com pessoas em situação de insegurança alimentar leve foi estimada em 14,8%, ou 9,6 milhões de domicílios, onde viviam 34,5 milhões de pessoas (17,1% da população residente em domicílios particulares). A proporção de domicílios particulares com moradores vivendo em situação de insegurança alimentar moderada foi 4,6% (equivalente a 3,0 milhões), onde moravam 10,3 milhões de pessoas (5,1% dos moradores). Do total de domicílios, 3,2% (2,1 milhões) foram classificados como sofrendo insegurança alimentar grave. Esta situação atingia 7,2 milhões de pessoas (3,6%).O percentual de domicílios particulares brasileiros que se encontravam em algum grau de insegurança alimentar caiu de 30,2% em 2009 para 22,6% em 2013. ( Com assessoria de Imprensa).

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