Huawei decide entrar na nuvem em parceria com operadoras de telecom


A empresa promove em Xangai o seu maior evento corporativo – para mais de 10 mil pessoas- o HCC 2015 – Huawei Cloud Congress- onde mostra o posicionamento no mundo de TI. Para atingir um faturamento de US$ 10 bilhões em quatro anos no segmento corporativo, joga as suas fichas no desenvolvimento de soluções para a nuvem, com uma estratégia bem definida fora da China: só oferecer o serviço de nuvem pública em parcerias com operadoras de telecomunicações.

Foto hcc 2015 - Willian xu. Vp Mkt e estratégia globalXangai – Ao decidir se posicionar no mundo de TI – deixando de depender apenas do mercado de telecomunicações – a Huawei, que já lidera no segmento  de equipamentos para as redes de telecom – resolveu apostar fortemente na nuvem como o caminho a ser trilhado.

E, para mostrar ao mundo que esta decisão não tem volta, promove este ano a terceira edição do HCC (Huawei Cloud Congress), para um público de 10 mil pessoas, que se deslocou para o centro financeiro chinês para participar do maior evento corporativo da empresa. “Para nos transformarmos em provedores líderes em TICS, precisávamos entrar no mercado de TI. Decidimos também que parceria conjunta com as operadoras de telecomunicações é o melhor caminho para a oferta  de cloud pública”, afirmou Eric Xu, vice-presidente do conselho de administração e CEO rotativo da empresa, ao abrir os congresso de hoje.

A decisão de não prover serviços de nuvem ao cliente final – seja corporativo ou não – se estende para todo o mercado externo, independentemente da região. E a primeira parceria foi firmada com a operadora alemã , a Deutsche Telekom, ou com o seu braço corporativo, a T-System. Segundo a operadora alemã, a aliança, já firmada, estará comercialmente disponível no mercado alemão no próximo ano, mas os primeiros trials  já estão sendo feitos.

Se a opção pela parceria com as telcos  já está tomada, conforme Lida Yan, presidente do segmento de Business Enterprise, não há pressa em ampliar essa atuação para as diferentes regiões do globo. “ Não temos pressa em lançar a cloud como serviço em todo o globo. Preferimos agir de maneira mais madura e transformar esta primeira parceria externa em um caso de sucesso, torná-la madura, antes de selecionarmos as próximas regiões e os futuros novos parceiros”, completou Yan.

Data Centers
Se não vai oferecer cloud pública diretamente para o mercado corporativo, a Huawei pretende estar presente em todo o ecossistema. Para a empresa, disse Yelal Zheng, ainda há muito a ser feito em hardware, inteligência de dados e reengenharia de sofwtare. Ele reiterou no entanto, que a empresa não irá atuar em mercados onde atuam os seus principais parceiros.  “Não queremos desenvolver aplicações, nem lidar com os dados que passarão por nossas soluções”, reforçou o vice-presidente de Marketing Global da empresa, Willian Xu.

Enquanto não firmar a parcerias com as telcos locais, a Huawei pretende continuar a comercializar seus data centres e a focar na infraestrutura e conectividade, o forte da empresa, completou Xu.

Novos produtos
A empresa anunciou, durante o evento, o lançamento de novos produtos. São três plataformas de software: FusionSphere6.0, para data centers, FusionInsight, para análise de dados, e FusionStage, uma plataforma como serviços para desenvolvedores de aplicações. Anunciou, ainda, a OceanStor DJ, outra plataforma de serviço para gerenciamento e armazenamento de dados sob demanda. A companhia tem, ainda, planos para criar um sistema operacional para a nuvem, um sistema de Big Data e uma plataforma como serviços (PaaS).

A jornalista viaja a convite da Huawei

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