Hughes leva posição de satélite com ágio de 3.580%, por R$ 145,2 milhões.


A HNS Américas Comunicações, grupo associado a Hughes, arrematou a primeira posição orbital leiloada nesta terça-feira (30) pela Anatel. O valor proposto na sexta rodada foi de R$ 145,2 milhões, com ágio de 3580% em relação ao preço mínimo de R$ 3,9 milhões. A primeira proposta da empresa foi de R$ 83,2 milhões, já com ágio de 2010%. Na segunda rodada subiu para R$ 92 milhões e na quarta, para R$ 115,9 milhões. A acirrada disputa foi travada com a Sky do Brasil.

A HNS Américas tem mais de 20 satélites em operação no mundo. A posição escolhida pela empresa foi a de 45º Oeste, assim como as frequências associadas, entre 12,2 e 12,7 GHz. Esta é considerada a melhor posição da licitação, própria para DTH. Porém, tem o dobro das obrigações que as outras. Terá que dedicar 50%  da capacidade para cobrir o Brasil, enquanto que as outras ficam obrigadas a destinar 25%.

A Sky do Brasil ofereceu inicialmente R$ 40 milhões pela posição e, por ter o segundo maior preço, apresentou nova proposta, no valor de R$ 87,4 milhões, mas foi batida novamente pela HNS. Subiu para R$ 96,6 milhões, já com ágio de 2348%, novamente batida por nova proposta da HNS Américas. Até a quinta rodada, quando subiu o preço para R$ 121,7 milhões, novamente batida pela oferta da HNS.

Participam do leilão sete empresas, que disputam mais três posições orbitais. Além da HNS Américas e Sky do Brasil, concorrem também a Eutelsat do Brasil (ofereceu R$ 6,9 milhões), a Hispamar Satélites (R$ 6,3 milhões), a Intelsat Brasil (R$ 6,3 milhões), a SES DTH do Brasil (R$ 10 milhões) e a Star One (R$ 15,7 milhões). Não foram apresentados recursos.

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