Hélio Costa volta a atacar Aice e defende boicote ao serviço


Ao participar hoje, 1º , de audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, voltou a atacar o Aice (Acesso Individual Classe Especial), destinado aos consumidores de baixa renda e criado pela Anatel nos novos contratos de concessão. O ministro defendeu um boicote ao novo serviço de telefonia …

Ao participar hoje, 1º , de audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, voltou a atacar o Aice (Acesso Individual Classe Especial), destinado aos consumidores de baixa renda e criado pela Anatel nos novos contratos de concessão. O ministro defendeu um boicote ao novo serviço de telefonia fixa.

"Peço a cada um de vocês: não usem. Ele é ruim, é prejudicial e é mais caro. Engana o consumidor esse Aice, que é o Acesso Individual Cliente (sic) Especial. Que cliente especial é esse de quem eu cobro mais caro”, questionou o ministro. Ontem, ao participar de audiência pública na Câmara, Costa já havia feito críticas ao Aice, classificando o serviço de “horrível e muito ruim”.

O Aice será um plano obrigatório a ser oferecido pelas concessionárias. É um serviço pré-pago, que precisará de cartão para funcionar e só valerá a pena para quem usa pouco o telefone, até 60 minutos por mês. A partir daí, será mais vantajoso ter um plano básico. A habilitação custará R$ 76,50 e a assinatura R$ 16,32 – 60% do valor da assinatura do plano básico residencial hoje. O valor do minuto será R$ 0,06845 (valor igual ao do plano residencial).

O usuário do Aice também não poderá contar com a modulação horária, aquele desconto das madrugadas e finais de semana que permite ao usuário pagar apenas um minuto pela tarifa, independentemente do tempo da ligação. Pelo cronograma da Anatel, até 30 de junho deste ano o Aice terá que estar disponível nas cidades com mais de 500 mil habitantes (o que inclui todas as capitais). Até 31 de dezembro, nas localidades com mais de 300 mil habitantes. Até 30 de junho de 2007, terá que ser oferecido nas localidades com mais de 100 mil habitantes e, até 31 de dezembro de 2007, em todas as localidades do país.

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