Hélio Costa defende aplicação de multa e não cobrança pelo serviço


O ministro das Comunicações, Hélio Costa, se mostrou preocupado com os prejuízos que a paralisação das vendas do Speedy da Telefônica para outras pessoas. “Os moradores de cidades onde não há outra opção para acesso à banda larga e até a indústria de equipamentos necessários ao acesso à internet não podem ser penalizados”, avalia. Para …

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, se mostrou preocupado com os prejuízos que a paralisação das vendas do Speedy da Telefônica para outras pessoas. “Os moradores de cidades onde não há outra opção para acesso à banda larga e até a indústria de equipamentos necessários ao acesso à internet não podem ser penalizados”, avalia.

Para Hélio Costa, a aplicação da multa e da não cobrança do serviço seriam punições suficientes para a companhia. Ele disse que entrará em contato com o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, para trocar ideias sobre a medida cautelar contra a Telefônica, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. Ele quer informações detalhadas sobre a penalização e se não há alternativas à suspensão das vendas do serviço.

Costa reconheceu que as panes na Telefônica são constantes – foram quatro num período inferior a 12 meses – e que os problemas de falhas não atingem outras empresas que oferecem acesso a internet. “É preciso avaliar se o plano de investimentos da companhia é adequado ao crescimento vertiginoso do tráfego de dados na rede”, defendeu.

De acordo com o ministro, demissões na empresa seria uma medida extrema e que no momento é precipitado. “Falar nisso agora fica parecendo que é uma ameaça”, disse. Ele também recomendou que a companhia investisse mais em anúncios publicitários na mídia, para explicar os motivos das falhas no Speedy.

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