“Deve haver mudança de governo”, defende Paulo Bernardo.


Correção: O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje, ao Tele.Síntese, que a presidente reeleita Dilma Rousseff deveria fazer uma ampla reforma de seu ministério, em seu segundo mandato, que se inicia em 1º de janeiro de 2015. O ministro ressaltou que esta é a sua posição, e que não conversou com a presidente reeleita sobre o assunto.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje, ao Tele.Síntese, que a presidente reeleita Dilma Rousseff deveria  fazer uma ampla reforma de seu  ministério, em seu segundo mandato, que se inicia em 1º de janeiro de 2015. O ministro ressaltou que esta é a sua posição, e que não conversou com a presidente reeleita sobre o assunto.

Banda Larga

O ministro disse ainda que  o programa  de comunicações anunciado pela presidenta durante a campanha – de levar a banda larga a 90% dos municípios – é perfeitamente factível e poderá ser integralmente cumprido. Ele ressaltou que ela também falou em ampliar a velocidade da banda larga para 25 Mbps. Hoje, observou, a velocidade média da banda larga está entre 2,5 Mbps e 5 Mbps, a depender dos critérios utilizado pelas empresas que fazem esta pesquisa.

Debate:

Durante a campanha presidencial, no segundo turno, quando disputou com o candidato Aécio Neves, do PSDB, a presidente reeleita citou especificamente a universalização da banda larga. Ela disse: “se reeleita, universalizará a banda larga no país até 2018”.

“Consideramos que a internet tem a mesma importância que, por exemplo, a universalização da energia elétrica. A internet é tão importante hoje para as pessoas como é o caso da energia elétrica. Ou seja, é um dado do consumo que a gente não pode deixar de considerar como integrante da vida das pessoas. Faz parte do cotidiano”, salientou Dilma, em entrevista coletiva em um hotel na região da Avenida Paulista.

De acordo com a candidata, o Banda Larga para Todos, como é denominado o programa de universalização, será realizado por meio de parcerias público-privadas e demandará investimento do governo da ordem de R$ 40 bilhões, que serão originários do orçamento da União, de créditos tributários e financiamentos a juros subsidiados.

“[Com o plano], pretendemos dobrar o número de conexões no Brasil. Passaremos dos atuais 150 milhões para 300 milhões no fim de 2018. Hoje, a velocidade média da banda larga é de 2,3 a 5,5 megabytes. Queremos chegar a 25 megabytes por segundo no fim de 2018″, acrescentou.

Dilma disse, ainda, que o governo exigirá das operadoras a oferta de um pacote popular, com parâmetros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Como contrapartida, vamos exigir, de qualquer um dos modelos possíveis, a oferta de um pacote popular alinhado com critérios da OCDE, que são a conexão de banda larga fixa de, no mínimo, 25 a 32 megabytes”, salientou.

 

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