GVT tem receita 25,1% maior no primeiro semestre


 

A Vivendi, empresa francesa dona da GVT no Brasil, apresentou nesta quinta-feira (30) o balanço do primeiro semestre. O resultado na comparação com o primeiro semestre de 2011 – redução de 1,2% na receita (total de 14,1 bilhões de euros) e de 12,7% no Ebitda (lucro antes da taxas, amortização, juros e depreciação) que somou de 2,9 bilhões de euros – só não foi maior por conta da operação brasileira e da Universal Music Group.

A receita da GVT alcançou 853 milhões de euros, alta de 25,1% em comparação com o primeiro semestre de 2011 e de 31,4% em moeda local. Excluindo o impacto de uma mudança na política de ICMS (VAT), as receitas aumentaram 42% em moeda local. A receita com o serviço de banda larga cresceu 16,7% e com serviços de voz 26,2% no primeiro semestre do ano em comparação com o mesmo período de 2011.

As linhas ativas da GVT somaram 7,41 milhões, aumento de 41,1% na comparação ano a ano. Da base total de clientes de banda larga da operadora, 40,7% já assinam velocidades acima de 15 Mbps, em comparação com os 24% do primeiro semestre de 2011. A cobertura da GVT foi ampliada em 11 cidades durante o período, fechando o segundo trimestre com 130 cidades atendidas.

O Ebitda da GVT no período foi de 346 milhões, 21,4% maior do que o registrado no ano anterior e a margem Ebitda ficou em 40,6%. Excluindo os custos relativos ao serviço de TV Paga, a margem Ebitda em telecomunicações chega a 43,1% no semestre, o que significa alta de 0,9 ponto percentual na comparação ano a ano.

Por meio do serviço de TV paga (que combina satélite e IPTV), afirma ter conquistado GVT 203 mil clientes até o final de junho. Apenas no segundo trimestre de 2012, a operadora afirma ter alcançado 11% de participação de mercado.

No período, a operadora de serviços de telecomunicações investiu 528 milhões de euros, alta de 57,1% em relação ao primeiro semestre de 2011, dos quais 140 milhões de euros relacionados à TV paga, informou a Vivendi.

Para 2012, a GVT prevê crescimento de receita acima de 30%, comparado com aproximadamente 35% anteriormente, e o grupo aumentou sua previsão para a margem Ebitda para ligeiramente acima de 40% (incluindo o impacto do lançamento do serviço de TV por assinatura), comparado com cerca de 40% anteriormente.
(Da redação)

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