GVT inicia operação no Rio prometendo mexer com a competição


Com investimentos de R$ 1,73 bilhão este ano (acima do R$ 1,4 bi do Capex de 2010), os planos da GVT incluem a construção de três data centers, o lançamento do serviço de TV por assinatura (que inclui o serviço de vídeo sob demanda) e o início das operações nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro. Nesta, o serviço já está disponível comercialmente em 21 bairros, com a oferta de 80 mil acessos para telefonia fixa e internet, com velocidade entre 5 Mbps e 100 Mbps. “Temos apetite para investir mais no decorrer do ano e podemos apresentar números mais agressivos (em investimentos). O problema para implantar rede não é financeiro, mas é de falta de mão de obra e de obtenção de licenças”, afirmou hoje o presidente da GVT, Amos Genish, ao anunciar o início da operação comercial no Rio.

A falta de infraestrutura também foi apontada pelo presidente da empresa como a causa para o serviço de IPTV ainda não ter sido lançado – os planos são de oferecer o serviço a partir de julho, em toda a área de atuação da GVT. Também ameaçam os planos da empresa de iniciar o serviço na capital São Paulo, no segundo semestre deste ano. Segundo Genish, a operadora ainda está buscando, junto com a prefeitura de São Paulo, a melhor forma de cabear algumas áreas da cidade. Se as licenças não forem obtidas, a operadora poderá realocar os investimentos previstos para a rede na capital paulista para outras cidades, informou.

Os três data centers serão instalados nas cidades de Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro e, após uma fase piloto, a empresa vai avaliar a ampliação para cidades médias. A iniciativa, segundo Genish, é atender a demanda do mercado corporativo por pacotes integrados, com a oferta de hospedagem de dados e outros serviços como cloud computing.

Banda larga

Com a entrada no Rio, a GVT espera mexer com a competição no mercado. Nas áreas já atendidas, os clientes poderão contratar o serviço de banda larga, carro-chefe da empresa, com velocidade mínima de 5 Mgbs, com mensalidade de R$ 49,90. “Nossos planos são de lançar banda larga de 35 mega, por R$ 100 (para final 2011/2012)”, enfatizou Genish. “Vamos mudar as regras no mercado de banda larga”, completou. O preço do megabite era comercializado, em 2010, por R$ 7 pela GVT. De acordo com Genish, a meta para final deste ano/início de 2012 é que o custo caia para R$ 3 (o megabite).

O vice-presidente executivo da GVT, Alcides Troller Pinto, lembrou que a empresa iniciou sua operação no estado do Rio, por Niterói, onde está ofertando o serviço há quatro meses e tem 23 mil clientes (97% dos assinantes compram banda larga, além do serviço de telefonia fixa). Para a capital carioca, os planos são para expandir a cobertura para novos bairros (como Barra da Tijuca, Copacabana e Ipanema) ainda este ano e, em 2012, ampliar a oferta para cidades da região metropolitana do Rio. Os serviços da GVT, a partir de hoje, estão disponíveis em Andaraí, Botafogo, Cachambí, Centro, Catete, Engenho Novo, Flamengo, Freguesia, Grajaú, Humaitá, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Maracanã, Meier, Pechincha, Riachuelo, Taquara, Tijuca, Todos os Santos e Vila Isabel.

Histórico

A GVT iniciou operação em 2000, na região Centro-Sul do país. Com a liberação de licença para atuar em todo o território nacional, em 2007, iniciou o processo de expansão e está em mais de 100 cidades, em 17 estados, além do Distrito Federal. No ano passado, ampliou a operação no Nordeste e iniciou a oferta de serviços em São Paulo, nas cidades do interior. A meta é chegar na capital paulista no segundo semestre deste ano. A empresa encerrou 2010 com 4 milhões de linhas em serviço, dos quais 1,1 milhão clientes de banda larga.

Ao final de 2009, foi adquirida por R$ 7,7 bilhões pelo grupo francês Vivendi e no ano passado encerrou a negociação de ações em bolsa. A GVT teve receita líquida de R$ 2,4 bilhões e margem Ebitda de 41,5%. Tem registrado crescimento anual médio de 40%.

* A jornalista viajou para o Rio a convite da GVT

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