GVT contrata capacidade satelital e vai oferecer TV paga via DTH e IPTV


A GVT inicia em julho deste ano a oferta do serviço de TV por assinatura (via IPTV e por DTH), começando pelas mais de 100 cidades onde já tem operação (telefonia fixa e banda larga), mas os planos são de colocar o serviço também em cidades fora de sua área de atuação, informou hoje o presidente da operadora, Amos Genish, na coletiva realizada para comunicar o início da operação comercial de banda larga e telefonia fixa no Rio de Janeiro.

Para isso, a empresa teve que contratar capacidade satelital da Intelsat, que está migrando um satélite da África para o Brasil. O contrato, por dez anos, é no valor de R$ 250 milhões e a capacidade satelital permitirá à GVT oferecer o serviço em HD para todos os assinantes, informou Genish. Além desse montante, a GVT investirá mais R$ 200 milhões em equipamentos, como antenas, decoder, controle remoto e sistemas de TI. A operadora espera, ainda, que o PLC 116 seja aprovado este ano pelo Congresso.

“Vamos ter um serviço com a mesma proposta de valor da telefonia e da banda larga oferecidos pela GVT e, numa segunda fase, vamos levar a oferta para fora de nossa base”, anunciou Genish. “Espero lançar no segundo semestre e nosso serviço vai mudar o mercado”, enfatizou, lembrando que é um setor “controlado por poucas empresas e caro”. Segundo ele, a “GVT vai mudar isso”.

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“O preço do mercado de TV paga vai cair”, prometeu o executivo. A operadora ainda está negociando os pacotes com as programadoras, mas assegura que vai ofertar um número maior de canais, todos HD, e já lançará o serviço de IPTV, possibilitando ao usuário acessar internet na tela da TV.

A empresa está estruturando o serviço para lançar com canais HD, títulos com VoD, IPTV e guia eletrônico de programação (EPV, na sigla em inglês). “O usuário terá outras inovações, como navegar por todos os canais a partir de um novo conceito, e terá uma grade de programação (o horário na horizontal e o canal na vertical) baseado no fluxo de leitura”, complementou o vice-presidente da GVT, Alcides Troller Pinto. Enfatizou que todos os usuários poderão ter o serviço de vídeo on demand, por meio do IP. Apesar da promessa de interatividade, o conversor, que será importado, não terá o Ginga middleware de interatividade da TV digital terrestre.

* A jornalista viajou para o Rio a convite da GVT

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