GVT contesta judicialmente VU-M, e prepara novos lançamentos


A GVT recorreu a Justiça solicitando a redução da VU-M (tarifa de interconexão com as redes das operadoras móveis), em ação ajuizada na 4ª Vara da Justiça Federal de Brasília, em agosto último. A decisão, dada dia 3 deste mês, estipula que a tarifa será fixada após perícia judicial.  Karlis Kruklis, diretor de relação com …

A GVT recorreu a Justiça solicitando a redução da VU-M (tarifa de interconexão com as redes das operadoras móveis), em ação ajuizada na 4ª Vara da Justiça Federal de Brasília, em agosto último. A decisão, dada dia 3 deste mês, estipula que a tarifa será fixada após perícia judicial.  Karlis Kruklis, diretor de relação com investidores da operadora, explicou que “o juiz analisou nosso pedido, e julgou procedentes as posições da GVT, mas não se sentiu tecnicamente apto para avaliar o valor correto da VU-M, então pediu um estudo técnico para ver qual o nível adequado da tarifa”. Em teleconferência de divulgação de resultados realizada hoje, 10 de outubro, o executivo garantiu que o pagamento da tarifa continua normalmente, independente do julgamento da ação, embora o pedido no processo seja retorativo até 2004, data da última homologação da tarifa pela Anatel.

Na conferência, Kruklis ressaltou os novos lançamentos para o mercado corporativo, previstos para os próximos meses, e o crescimento do Vono, serviço VoIP da operadora, que estaria compensando a queda de tráfego discado, que tem sido afetado pelo crescimento de banda larga. “Há um ano atrás este serviço respodia por apenas 1% das receitas totais da unidade de negócios de internet, e atualmente já responde por 12%”, destacou. O Vono apresentou forte crescimento entre as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), segundo o executivo, que são clientes “que possuem média de uso maior que os clientes residencias”, sendo que a ARPU (receita média por usuário) do serviço “tem subido devido a maior entrada destas empresas”.

Novos produtos

A empresa também prepara lançamentos de novos produtos, principalmente voltados ao mercado corporativo, como o Box NG, que trabalha no conceito de serviço IP sobre uma rede convencional, transportando a ligação via IP, com utilização de PABX IP hospedado na rede da GVT. A operdora planeja também iniciar serviços de data center em Curitiba e São Paulo no início de 2008, “para fazer hospedagem e oferecer também serviço gerenciado, fazendo a gestão para o cliente, e vendendo também o link para ele”, explicou Kruklis. Ele destacou também o serviço de vídeo que deverá ser lançado ano que vem, ainda sem nome definido. “Estamos chamando de entrenenimento pela rede, pois é um serviço é mais profundo que VoD (video sob demanda), com um catálogo completo de filmes e shows, para serem vistos no computador, em uma primeira fase, e posteriormente na TV”, ponderou.

Com relação a operação em Belo Horizonte, iniciada no mês passado, Kruklis afirmou que “a primiera resposta foi extremamente positiva, e devemos chegar a 70 mil acessos até o final do ano”. Segundo o executivo, a perspectiva é obter performance “no mínimo igual a da região 2, ou superior, neste primeiro momento”.

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