GVT busca financiamento de R$ 500 milhões no BNDES


A operadora de telecomunicações GVT informou, em conferência realizada na tarde de hoje com investidores e a imprensa, que está em negociação com o BNDES para conseguir uma linha de crédito de R$ 500 milhões. O valor será vinculado ao investimento da empresa (Capex), segundo indicou Rodrigo Ciparrone, vice-presidente financeiro e diretor de relações com …

A operadora de telecomunicações GVT informou, em conferência realizada na tarde de hoje com investidores e a imprensa, que está em negociação com o BNDES para conseguir uma linha de crédito de R$ 500 milhões. O valor será vinculado ao investimento da empresa (Capex), segundo indicou Rodrigo Ciparrone, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da GVT. O executivo disse ainda que neste momento a empresa não está conversando com nenhum banco privado para a busca de crédito, mas que está renegociando os contratos com fornecedores de equipamentos para reduzir o nível de endividamento em dólar. Também anunciou a intenção de ampliar o índice de nacionalização, citando como exemplo a Trópico, empresa com quem já tem negócios na área de portabilidade numérica.

Resultados econômico-financeiros do terceiro trimestre divulgados ontem pela GVT apontam um impacto negativo do endividamento da companhia de R$ 9,6 milhões por conta da variação cambial e da dívida não ter proteção cambial. Ainda assim, a operadora teve um crescimento de 34,1% de sua receita líquida em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 347,4 milhões. Leia mais aqui. Ciparrone afirmou na conferência que nesse momento não há condições no mercado para se discutir a renegociação da dívida.

Perspectivas

Como o serviço de telecomunicações “é muito importante no dia-a-dia do indivíduo”, Ciparrone disse não acreditar que haja uma desaceleração do segmento no último trimestre do ano. “Não estamos prevendo nenhum tipo de desaquecimento”, disse o executivo.

Entretanto, o diretor da GVT não quis adiantar as expectativas de crescimento – ou não – para o biênio 2009/2010. “Ninguém espera uma catástrofe econômica no ano que vem, mas vamos ver o que acontece com prudência e com cautela”, comentou.

Ciparrone afirmou também que a empresa deverá olhar com maior precisão a expansão geográfica de seus serviços – em setembro começaram as operações da companhia em Salvador. “Vamos observar mais o que está acontecendo no mercado para tomarmos as decisões.” Entre as próximas ações da empresa estão melhorar o fluxo de caixa e ampliar a rede de fornecedores nacionais. “Queremos nacionalizar o máximo possível o conteúdo do nosso Capex”, disse ele.

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