Grupos corporativos nos EUA criticam a FCC


A queda de braço entre grupos coporativos e grupos de defesa dos direitos à internet teve mais um capítulo esta semana. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (Amcham), a Associação Nacional das Indústrias (NAM) e a Associação da Indústria das Telecomunicações (TIA) questionaram a necessidade de a Comissão Federal de Comunicações (FCC) norte-americana criar novas regras que proibam os provedores de bloquear seletivamente o tráfego da internet. Segundo o serviço de notícias do grupo IDG, o conselheiro de telecomunicações e de comércio eletrônico da Câmara de Comércio, Jason Goldman, criticou a agência nesta quinta-feira, dia 9, alegando que novas regras resultariam em atrasos no investimento dos provedores de banda larga em suas redes.

Para o representante da Amcham, ao invés de regras de neutralidade, os membros da FCC e o Congresso norte-americano deveriam se concentrar para incentivar a adoção e o investimento na banda larga no país. De acordo com o IDG, “dúzias” de congressistas já estariam defendendo que a questão fosse tratada no âmbito do  Congresso .

A posição da NAM reforça a da Amcham. Seu diretor de políticas de tecnologia Marc-Anthony Signorino ressaltou que regras de neutralidade na rede poderiam atrasar ainda mais a chegada dos serviços de banda larga nas áreas rurais, privando as indústrias locais ao seu acesso. Para ele, o Congresso deveria definir os limites das regras de neutralidade na rede e incentivar a FCC para que se concentrasse em programas que promovessem a expansão da banda larga. De acordo com o IDG, Signorino afirmou que a preocupação das indústrias é que as autoridades governamentais possam determinar quais os produtos a serem oferecidos, a que preço, em oposição ao livre mercado.

Na contramão, grupos em defesa da neutralidade da rede, por sua vez, também criticam a FCC pela delonga em definir as regras. De acordo com o IDG, seus representantes alegam que, enquanto a agência posterga o anúncio de regras claras, os consumidores estariam a mercê dos grupos do setor, que enxergariam na indefinição da FCC espaço para criar uma internet com vias de baixa velocidade e zero de proteção na banda larga móvel. (Da redação)

Anterior Concessionárias reclamam de falta de financiamento para cumprir PGMU
Próximos Procon propõe tarifa de R$ 7 para novo telefone social