Grupo Telefónica planeja compra parcial ou total da Oi, diz jornal Espanhol


Segundo periódico El Confidencial, banco Morgan Stanley vai ajudar a Telefónica a estruturar oferta pela Oi, uma vez que o PLC 79 foi aprovado no Congresso Federal e aguarda apenas a sanção presidencial.

O jornal espanhol El Confidencial publicou nesta segunda-feira, 16, reportagem na qual afirma que o grupo Telefónica, dono da Vivo no Brasil, planeja a compra total ou parcial da Oi. Afirma, ainda, que o banco Morgan Stanley deverá ser o assessor da transação, que ainda é vista como “potencial”. O texto não diz quais fontes revelaram o plano.

O mesmo jornal afirma que a tentativa de aquisição de parte da Oi pela Telefónica se daria em um cenário de liquidação “ordenada” de ativos da Oi, com venda de fatias dos negócios aos concorrentes locais ou a empresas estrangeiras. O cenário ficou mais provável, diz o veículo, com a aprovação do PLC 79 pelo Senado.

Tal fatiamento seria um dos planos cogitados pelos acionistas da Oi, insatisfeitos com os resultados operacionais do segundo trimestre e incrédulos em relação ao plano estratégico que prevê foco no acesso banda larga por fibra óptica e crescimento no segmento de atacado.

Concentração e ações

Vale destacar que a Anatel defende uma solução de marcado para a recuperação da Oi, negando qualquer intervenção. Além disso, é preciso lembrar que a Vivo é a maior operadora móvel do país, com participação de mercado de 32%. É também a terceira em banda larga fixa, e a segunda em telefonia fixa.

Esse posicionamento é visto como impeditivo para a aquisição total da Oi, uma vez que a Telefônica teria preponderância em todos os segmentos em que atua, o que exigiria a adequação aos regulamentos da Anatel de acúmulo de espectro e poder de mercado, e do Cade, de concentração.

O valor de mercado da Oi é estimado em R$ 18 bilhões. A capitalização total no mercado financeiro chega a R$ 6 bilhões. A notícia levou os papeis da companhia a subirem nesta manhã, após forte queda na sexta-feira, 13, devido a temores de que o levantamento de bens reversíveis como exigido pelo TCU prejudique operações de venda de ativos da concessionária. Às 11h40, as ações ON subiam 9%, e as PN, 6,5%. As ações da Vivo também subiam cerca de 2% (tanto ON, quanto PN).

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