Grupo Espírito Santo tem aprovada gestão controlada, vende ações e perde mais um diretor


O Tribunal de Comércio do Luxemburgo aprovou hoje (22) o pedido de gestão controlada apresentado pela Espírito Santo International (ESI), que declarou a 18 de julho não estar “em condições de cumprir as suas obrigações” quanto ao pagamento das dívidas.

Na data em que apresentou o pedido, a ‘holding’ do Grupo Espírito Santo (GES) indicou que o regime de gestão controlada permitiria defender os interesses dos «credores de forma transparente e ordenada sob o controlo dos tribunais», por a ESI não estar «em condições de cumprir as suas obrigações, devido à maturidade de uma parte significativa da sua dívida». Com o regime de gestão controlada, «todas as ações judiciais interpostas pelos credores serão suspensas (exceto certos acordos de garantia financeira válidos), de forma a permitir a implementação de um plano de gestão e liquidação de ativos sob o controlo de um tribunal», adiantava o comunicado da ESI.

A ESI é a ‘holding’ de topo do GES e detém 100% da Rioforte que é responsável pela gestão dos negócios da área financeira e não financeira do GES. Através da Rioforte, a ESI detém uma participação indireta (49%) na Espírito Santo Financial Group S.A (ESFG) que gere os interesses do Grupo no setor financeiro, nomeadamente no Banco Espírito Santo (BES) em Portugal, Banque Privée, Espírito Santo na Suíça e na Tranquilidade, entre outros. E eles acabaram de fazer default de empréstimo feito pela Portugal Telecom, uma das sócias da Oi.

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Venda de ações

Hoje ainda Grupo Espirito Santo vendeu a maior parte das ações de sua operação de private banking ao suíço CBH, segundo informações da agência France Presse. O BPES (Banque Privée Espirito Santo) emitiu comunicado anunciando o negócio, mas não informa o montante envolvido nem o volume da participação adquirida. Já o americano Goldman Sachs adquiriu uma fatia de 2,27% do capital social do Banco Espírito Santo (BES), segundo o jornal português “Jornal de Negócios”, que informa que a Desco também passou a deter uma participação qualificada no BES.

Saída de bilionário

Há também mais uma demissão na administração da holding Espírito Santo Financial Group. Trata-se do bilionário marroquino Othman Benjelloun, e a sua saída tem efeitos imediatos. Este bilionário é o homem mais rico de Marrocos e detém a 7ª maior fortuna da África. A sua ligação à ESFG data de 2002. Esta é já a sexta demissão na ESFG desde o passado mês de março. ( Com agências internacionais)

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