Grupo espanhol Telefónica tem queda de 14,7% nos lucros


Companhia enfrentou desvalorização de moedas nos diversos países em que tem operação. LTE e fibra óptica avançam em todo o mundo, elevando a receita média por usuário. Com isso, o fluxo de caixa melhorou, e o endividamento, caiu.

grafico-economia-global-mapa-continente-936x600

O grupo espanhol Telefónica, dono da Vivo no Brasil, divulgou hoje, 26, os resultados financeiros consolidados da operação em todo o mundo. A holding europeia registrou € 839 milhões de lucro líquido, queda de 14,7% no terceiro trimestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2016. A receita global caiu 2,5%, para € 12,75 bilhões.

Também o OIBDA (lucro operacional antes de impostos e amortizações) encolheu para € 4 bilhões (-1,9%). Com forte atuação na América Latina, o grupo colhe resultados da desvalorização das moedas locais.

Não fossem estes problemas, a receita do grupo teria aumentado 4%. A Telefónica insiste que os resultados mostram recuperação geral. O fluxo de caixa aumentou pelo terceiro trimestre consecutivo. O endividamento da companhia, porém, caiu 7,4% em um ano, para € 45,9 bilhões.

Como no Brasil, no resto do mundo o grupo espanhol experimenta aumento do consumo de dados, e das receitas proporcionadas por conexões LTE. A base 4G total é de 55%. Estes clientes pagaram 10% mais, em média, pelos serviços, e consumiram três vezes mais dados que a base 3G. A receita “orgânica” (descontadas variações cambiais) com dados móveis cresceu 16,3% ano a ano.

Fenômeno similar a empresa viu no FTTH. A companhia informou que tem 18 milhões de casas conectadas com tecnologia FTTx no Brasil, das quais, 4,5 milhões são clientes. O ritmo de atração de novos usuário é alto. O FTTx chegou a 12 cidades no trimestre, e 40% das casas cobertas aderiram aos planos. O resultado se viu no ARPU mais alto, e na oferta casada com IPTV, que tem um ARPU 1,2x maior.

Tecnologia

Além dos resultados, o grupo anunciou que pretende lançar sua inteligência artificial, chamada Aura, nos próximos seis meses, em seis países , inclusive no Brasil. Um aplicativo, batizado Novum, para smartphones, será colocado no mercado. O app terá a Aura como motor, e já começou a ser testado. No Brasil, deve substituir o app Meu Vivo, de autoatendimento.

A estratégia da tele é diversificar os serviços para além da conectividade. A fundação dessa mudança é a digitalização. A companhia diz que já realizou 55% de seus programa de transformação digital, em todo o mundo. Essa transformação prevÊ a adoção de sistemas full stack, capazes de gerar informações sobre os clientes em tempo real, monitorar redes e solucionar problemas de forma autônoma.

Anterior Galaxy J5 Pro e J7 Pro agora podem fazer pagamentos com Samsung Pay
Próximos Tanure nega, com veemência, que pretende derrubar diretoria da Oi

1 Comment

  1. Erick
    26 de outubro de 2017

    Enquanto isso, no BR, a Vivo só cresce e aumenta seus lucros. A Vivo deveria ser matéria de TCC de faculdade.