Greve dos fiscais paralisa empresas da Zona Franca


A greve dos auditores fiscais da Receita Federal completa 30 dias causando prejuízos para a economia do país. De acordo com o vice-presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, 18 empresas da Zona Franca de Manaus, que produzem eletroeletrônicos, estão com suas linhas de produção paralisadas por falta de …

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal completa 30 dias causando prejuízos para a economia do país. De acordo com o vice-presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, 18 empresas da Zona Franca de Manaus, que produzem eletroeletrônicos, estão com suas linhas de produção paralisadas por falta de componentes. E a situação tende a se agravar, caso o movimento continue.

A Unafisco informa que amanhã (18) será realizada uma assembléia geral para apreciar a proposta apresentada pelo governo no dia 15. Mas, a expectativa é de que o fim do movimento seja rejeitado por ampla maioria porque, na opinião dos sindicalistas, a nova versão do Sidec (Sistema de Desenvolvimento na Carreira) apresentada é ainda pior do que a anteriormente rejeitada em assembléia nacional por 99,72% dos auditores.

O movimento obteve ontem à noite uma vitória inesperada, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu liminar determinando que o governo não efetue descontos salariais na folha de pagamento dos auditores, como já tinha determinado,  porque é preciso observar o caráter alimentar dos vencimentos dos servidores. O mandado de segurança foi impetrado pela entidade que representa os auditores, a Unafisco.

Prejuízos

Sem estimar valores, o vice-presidente da AEB, Antônio Carlos de Castro, disse que há prejuízos em todas as empresas, que têm seus custos elevados  por não produzir, por pagar diária para manter seus produtos retidos nos portos e aeroportos, por pagar multas ou perder contratos não cumpridos. “Porém, o maior prejuízo é o da imagem do país, que perdeu um mês de trabalho”, disse, lembrando que este é o quarto ano consecutivo de greve da categoria.

“O único que não perde nada é o governo, que continua recebendo seus tributos”, disse Castro. Isto porque as empresas precisam pagar impostos mesmo sem receber ou vender seus produtos e, como explicou o vice-presidente da AEB, o pagamento é online.

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, apresentou hoje ao ministro Miguel Jorge, do MDIC, as conseqüências da greve para o setor. Segundo ele, o valor das importações dos insumos retidos nas alfândegas corresponde a cerca de US$ 400 milhões.

Barbato disse ainda que a redução da produção, a perda de faturamento e as multas por atrasos no cumprimento de contratos, causaram ao setor, neste período, prejuízos entre US$ 120 e 150 milhões. "O segmento eletrônico (TIC, Imagem/Som e Componentes) tem sido o mais afetado, devido à sua maior dependência por importações", completou.

Anterior Debate do PL 29 em Comissão Geral é adiado para quarta (23)
Próximos Mercado global de PCs cresceu 12% no primeiro trimestre de 2008