Greve dos caminhoneiros fez produção de eletroeletrônicos despencar em maio


A greve dos caminhoneiros teve um forte impacto na indústria. Os atrasos na entrega de insumos e distribuição dos produtos levaram as fábricas a reduzir a produção. Segundo dados divulgados hoje (6) pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o tombo da produção chegou a 8,7% em maio. A paralisação durou de 18 de maio a 2 de junho.

O segmento de eletrônicos foi mais impactado. A produção lai caiu -11%, enquanto na indústria elétrica, a retração foi de -6,3%. As estimativas se baseiam em números compilados pelo IBGE.

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A maior queda na área eletrônica foi dos aparelhos de áudio e vídeo (-22,0%). Apenas a produção de equipamentos de comunicação registrou acréscimo (+5,5%). No caso do segmento elétrico, destacou-se a retração de 16,3% na produção de eletrodomésticos.

Somente apresentaram resultado positivo a produção de pilhas e baterias (+4,7%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (+1,6%).

Em relação a maio do ano passado, a redução na produção do setor eletroeletrônico foi de 5,5%. Já no acumulado dos cinco primeiros meses de 2018, a produção total cresceu 9,1% em relação ao mesmo período de 2017. Essa elevação foi estimulada pelo incremento de 21,5% na área eletrônica, visto que a área elétrica recuou 1,5%.

“A greve dos caminhoneiros foi decisiva para o resultado, interrompendo um ciclo positivo que esperávamos há tanto tempo”, afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Segundo ele, a queda na produção justifica também as demissões no período. O setor eletroeletrônico fechou mil postos de trabalho em maio. Ele espera continuidade dos dados negativos em função da greve. “Infelizmente os reflexos deverão ser sentidos também no desempenho de junho”, afirma. (Com assessoria de imprensa)

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