Gravadoras avaliam distribuição grátis de música pela web


A considerar o noticiário internacional, a indústria de música está dividida sobre o que fazer para proteger direitos autorais (DRM – digital rights management). No último fim de semana, em Cannes (França), no Midem, a feira anual global da indústria, alguns selos admitiram a possibilidade de distribuição gratuita pela internet. Mas outras empresas como Sony …

A considerar o noticiário internacional, a indústria de música está dividida sobre o que fazer para proteger direitos autorais (DRM – digital rights management). No último fim de semana, em Cannes (França), no Midem, a feira anual global da indústria, alguns selos admitiram a possibilidade de distribuição gratuita pela internet. Mas outras empresas como Sony e Warner anunciam que estão tomando providências para tentar coibir cópias pirateadas e sua distribuição na Ásia.

Entre as quatro maiores empresas, pelo menos uma das grandes gravadoras poderia começar, no curto prazo, a vender arquivos digitais no formato MP3, sem restrições. Essa prática já é comum entre selos independentes, que comercializam faixas compactadas em MP3, que podem ser baixadas, enviadas por e-mail ou copiadas para computadores, telefones celulares, tocadores portáteis e CDs, sem quaisquer limites. Para as independentes, esse caminho é visto como um meio de gerar publicidade que poderia levar a futuras vendas.

Capitulação

Contudo, para as maiores gravadoras, vender no formato MP3 seria reconhecer a força da internet, que destruiu seu controle sobre a distribuição de música. Até o ano passado, a indústria contava com as vendas de música online, lideradas pela iTunes, a loja da Apple. Mas, em 2006, embora as vendas digitais tenham aumentado 80% em relação a 2005, cresceram mais lentamente, e não compensaram a queda das vendas físicas.

Seja como for, muitos executivos do setor consideram irreversível a ida para MP3. As cópias poderiam ser comercializadas isoladamente, através de serviços de assinatura, ou simplesmente de graça, em portais web sustentados por publicidade.

O grupo EMI, por exemplo, informou que vai oferecer música online no Baidu.com, o maior portal web e ferramenta de busca da China, onde 90% das músicas são pirateadas. As experiências do Yahoo de oferta gratuita de faixas de músicas, que começaram em 2005, vão continuar.

Via wireless

Ontem, 22, a Sony BMG, o grupo Warner Music e a empresa de mídia digital Molodeo informaram que investiram na Access China Media Solutions para desenvolver seu próprio serviço wireless de download, em resposta aos serviços “ilegais” e à avassaladora pirataria que grassa nos mercados chinês e da região Ásia Pacífico.

O objetivo é desenvolver uma plataforma de distribuição sobre redes sem fio para se assegurar do DRM e do pagamento das músicas. Sony e Warner consideram o meio wireless mais seguro para distribuição de música digital. (Da Redação, com noticiário internacional)

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