Grandes operadoras investem em serviços OTT


Tele.Síntese Análise 403 Embora com modelos de negócios diferentes aos dos provedores de conteúdo Over The Top (OTT) tradicionais – eles oferecem exclusivamente os programas de TV pela internet –, as operadoras de TV paga também estão investindo nos serviços OTT. A diferença entre as duas ofertas, explicou o presidente da NET Serviços, José Antonio …

Tele.Síntese Análise 403

Embora com modelos de negócios diferentes aos dos provedores de conteúdo Over The Top (OTT) tradicionais – eles oferecem exclusivamente os programas de TV pela internet –, as operadoras de TV paga também estão investindo nos serviços OTT. A diferença entre as duas ofertas, explicou o presidente da NET Serviços, José Antonio Félix, é que a empresa só oferece o serviço para o seu próprio cliente e como forma de defesa frente aos modelos via internet, que atuam no Brasil sem que tenham de atender a qualquer regulação.

 

“Não temos nem ideia sobre o mercado desses prestadores de serviço. Pois eles não têm obrigação de fornecer informação para nenhum agente público, nem de carregar os conteúdos nacionais ou mesmo de pagar os impostos brasileiros”, reclamou o executivo.

 

Para Antonio João, da Claro TV, o video on demand depende do crescimento da banda larga. Ele observa que a Claro TV (que participa do grupo América Móvil) está presente em 5.408 mil municípios brasileiros com pelo menos um acesso de TV paga. Mas, observa, o seu serviço, que é via satélite (DTH), só pode avançar com o OTT onde existe oferta de banda larga. “E ela avança muito lentamente no Brasil”, afirmou, reconhecendo que sua base de assinantes em serviço OTT ainda é muito pequena.

 

Para Rafael Sgrott, diretor de vídeo da Telefônica Vivo, o serviço sob demanda não canibaliza a TV linear. Em sua visão, são serviços complementares: “O operador precisa oferecer ao usuário as duas opções. Não há como ignorar a internet”. Embora sem entrar na polêmica se o vídeo sob demanda na internet é um SeAC (Serviço de Acesso Condicionado) ou um SVA (Serviço de Valor Agregado), ele acha que todos os provedores que atuam no país devem pagar tributos. “Essa é uma questão para o Fisco.”

 

Mesmo reclamando da concorrência das OTTs estrangeiras como Netflix e YouTube, as grandes operadoras de TV paga estão investindo no vídeo pela internet para proteger seus assinantes. Na avaliação de Sílvia Jesus, da Blue Interactive, não se pode lutar contra o tsunami: “Temos que nos preparar para lidar com a competição do vídeo na internet”.

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