Granadeiro quer o fim da fusão PT e Oi e acusa a empresa e Bava de saberem da RioForte


O ex-presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que fechou o novo acordo com a Oi, de diminuição da participação da operadora portuguesa no capital da concessionária, depois do escândalo da RioForte, voltou atrás. O jornal português Diário Económico, hoje 15, publica documento onde Granadeiro passa a defender a anulação da fusão entre as duas empresas sob o argumento de que a participação da PT SGPS na Oi ficará inferior ao que tinha sido aprovado na assembleia dos acionistas. Os acionistas brasileiros da Oi, em notícia publicada pelo Tele.Síntese esta semana, negam que haverá o fim do negócio mas admitem o aumento das pressões.

O ex-presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que fechou o acordo com a Oi de diminuição da participação da operadora portuguesa no capital da concessionária brasileira depois do escândalo da RioForte, voltou atrás. O jornal português Diário Económico, hoje 15, publica documento onde Granadeiro passa a defender a anulação da fusão entre as duas empresas sob o argumento de que a participação da PT SGPS na Oi ficará inferior ao que tinha sido aprovado na assembleia dos acionistas. Os acionistas brasileiros da Oi, em notícia publicada pelo Tele.Síntese esta semana, negam que haverá o fim do negócio, mas  admitem o aumento das pressões. 

Em carta enviada ao presidente da Mesa da assembleia dos acionistas da PT SGPS e ao presidente da CMVM, Granadeiro afirma ser “legítimo à PT SGPS denunciar o acordo da fusão”. Entre os argumentos apresentados pelo executivo para anular a fusão, ele diz que a Oi, o seu ex-presidente, Zeinal Bava, e o diretor financeiro, Pacheco de Melo, sabiam previamente da operação da PT com a RioForte, que provocou o prejuízo de 897 milhões de euros à operadora portuguesa e motivou a renegociação de sua participação na Oi. Segundo ele, os títulos podres da RioForte estavam no balanço da PT, que por sua vez era filial da Oi.

“Sendo inquestionável que a Oi decidiu tais aplicações através da sua filial PT Portugal, é legítimo à PT SGPS denunciar o acordo de fusão”, afirma o executivo. Ele renunciou da presidência da PT SGPS assim que o escândalo se tornou público.

Granadeiro afirma ainda que, “no caso de virem a ser aprovados pela CVM do Brasil os acordos definitivos, a participação da PT SGPS ficará muito aquém do limite mínimo de participação (36,6%) estabelecido na assembleia-geral que aprovou o aumento de capital”.

A carta de Granadeiro publicada pelo jornal português é do dia 13 de janeiro, um dia depois que a assembleia geral da PT SGPS, que vai decidir sobre a venda da operadora portuguesa para a Altice, foi suspensa e adiada para o dia 22 de janeiro. Ontem, as ações da PT tiveram forte alta, com expectativa de a operação se concluir. Hoje, se mantêm estáveis. As ações da Oi estão bem voláteis, com fortes alta e queda em poucas horas. ( Da redação, com jornal Diário Económico)

 

 

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