Governos de diversos países quebram o sigilo das comunicações, acusa Vodafone


A Vodafone afirmou, em relatório sobre privacidade divulgado hoje, que seis governos têm acesso direto a dados e comunicações dos cidadãos realizadas pela rede da companhia ou armazenados em seus bancos. O acesso permite que agências de vigilância ouçam e gravem conversas entre os usuários, sem necessidade de ordem judicial. A empresa não revelou, porém, quais são os países com link direto.

Outra requisição feita por diversos países é o acesso às chaves criptográficas usadas pela Vodafone para garantir a segurança dos dados dos clientes. A empresa alega, também no documento, que onde este tipo de intervenção não acontece, já recebeu centenas de milhares de solicitações de dados pessoais apenas nos últimos 12 meses.

Muitos dos países requisitam, ainda, e em conformidade com as legislações locais, a interceptação de dados que entram e saem do território, sem necessariamente escolher um usuário específico. Além de possuir redes de telefonia móvel e internet banda larga fixa em 29 países, a operadora detém cabos submarinos em todo o globo.

A companhia relata, também, pedidos de autoridades em 14 países para não apenas acessar as comunicações, como obter dados de localização de usuários. (Com agências internacionais)

 

 

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