Governo só retoma diálogo se operadoras tirarem ações da justiça, afirma Alvarez.


O coordenador de inclusão digital do governo federal, César Alvarez, bateu duro hoje contra as concessionárias privadas e o sindicato que as representa, o SindiTelebrasil, porque eles ingressaram na justiça contra as novas metas de universalização e contra a Telebrás. Ressaltando que nem o Poder Executivo, nem a Anatel ou a Telebrás  foram ainda notificados sobre esses processo judiciais anunciados ontem pela mídia, Alvarez salientou que o governo não vai apenas contestar item por item os questionamento das empresas, mas pretende também cobrar material e economicamente do Sindicato patronal os prejuízos que a sociedade irá ter caso esta ação impeça a implementação das novas metas de universalização a partir do próximo ano.

“Na calada da noite, as concessionárias resolvem ir à justiça contra o poder concedente. Fomos surpreendidos e só haverá qualquer retomada do diálogo se as empresas desitirem das ações na justiça”, afirmou ele.

Segundo o assessor especial do presidente Lula, este é um plano de universalização cidadão, ao prever  o telefone social para a população de baixa renda; ao propor levar a telefonia pública para as comunidades ainda sem voz, como os quilombolas, e querer integrar a zona rural brasileira. 

Segundo ele, o governo nunca desconheceu que deverá ser apontada a fonte de recursos para o cumprimento destas metas, mas não aceita as contas das empresas, que minimizam as receitas e inflacionam as despesas. “A consultoria das concessionárias, a PriceWaterhouse Coopers, considera que a taxa de ocupação do backhaul é de apenas 2,5% ao ano. Isto é uma afronta com a realidade, já que todos sabem que há uma demanda explosiva de banda larga”, concluiu.

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