Governo reavalia ritmo de implementação do Banda Larga para Todos


O Banda Larga para Todos, programa de inclusão digital do governo federal e que prevê aumento da velocidade média da banda larga no país para 25 Mbps, segue sem data para sair do papel. Segundo o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, as contas públicas é que vão definir a velocidade de implementação do projeto.

“Um plano como o Banda Larga para Todos é um plano para quatro anos de governo. O ritmo depende da arrecadação e disponibilidade orçamentária. Estamos reavaliando o ritmo de investimento, pois depende do fluxo financeiro do Estado brasileiro, mas as parcerias com o setor privado também são importantes e podem alavancar essa velocidade”, falou, durante a inauguração de uma fábrica de fibra óptica no interior paulista.

Ele reiterou, porém, que nenhuma meta do programa será alterada. “Os objetivos não estão mudados, continuam a ser alcançar mais de 90% da população brasileira com banda larga de alta velocidade, seja por fibra, ou através de rádio, até 2018”, disse. Também estão mantidas as metas para levar fibra óptica a 45% da população urbana.

Telefonia fixa
Berzoini falou também sobre a necessidade de rever o modelo de concessões para o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), assunto levantado ontem em seminário na Anatel. “A concessão da telefonia fixa foi feita no momento em que esse era o principal produto de telecomunicação no Brasil. Hoje o principal produto é internet em banda larga com velocidade alta e custo reduzido”, falou. O problema são os bens reversíveis. “Precisamos pensar como ajustar essa concessão a um novo cenário de telecomunicação, respeitando o patrimônio público, mas principalmente preservando o interesse das pessoas em ter esse serviço prestado com custo razoável”, disse.

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