Governo quer elevar competitividade das empresas de TI


O ministro do Desenvolvimento, Indústria a Comércio Exterior, Miguel Jorge, lançou hoje o Fórum de Competitividade de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, que reúne uma série de entidades do setor, da indústria, do comércio e do governo,com o objetivo de elevar a concorrência do mercado brasileiro de tecnologia perante o mercado mundial. O …

O ministro do Desenvolvimento, Indústria a Comércio Exterior, Miguel Jorge, lançou hoje o Fórum de Competitividade de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, que reúne uma série de entidades do setor, da indústria, do comércio e do governo,com o objetivo de elevar a concorrência do mercado brasileiro de tecnologia perante o mercado mundial. O mercado de TI rendeu, no ano passado, US$ 16 bilhões e as empresas brasileiras responderam 27% desse valor. As exportações, entretanto, somaram apenas US$ 400 milhões.

Para o presidente da Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet), Ricardo Kurtz, acredita que o fórum servirá para definir políticas públicas para TI, sobretudo de longo prazo, já que o setor pode trazer ao Brasil novo ciclo de desenvolvimento econômico, por meio do potencial de geração de valor agregado, de inclusão social, de aumento de oportunidade de emprego. "O importante é não perder o bonde da história mais uma vez", disse, lembrando que outros países já produziram políticas específicas para TI há 10, 20 anos.

As primeiras metas do Fórum será a busca de oportunidades para a internacionalização das empresas do setor, facilitando o acesso ao mercado externo. Outra item em debate será o fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas no mercado interno. O acesso ao crédito, a formação de capital humano e o marco regulatórios são outros itens da pauta inicial.

Segundo Kurtz, a questão do marco regulatório é de fundamental importância porque há muitas incertezas jurídicas no setor, que fazem as empresas desistirem de aproveitar certos mecanismos de incentivos que estão à disposição. "Como essas incertezas, os empresários preferem não usar e dormir tranquilo porque não sabe se daqui a um ano ou dois vai haver uma cobrança diferente daquilo que foi acordado", disse. Ele disse que essas dificuldades são consequências da falta de uma regulação específica para software. "O software é considerado ora produto, ora serviço e ora inteligência", disse.

O presidente da Assespro defende que seja criada uma lei de informática específica para software. "Eu sei que isso não acontecerá imediatamente, mas é preciso começar a definir as ações", disse. Kurtz defende que o Fórum também debata ações pontuais e de curto prazo.

O Fórum da Competitividade de Software e Serviços de Tecnologia de Informação faz parte da PDB (Política de Desenvolvimento Produtivo), lançada em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os fóruns já foram criados para outros setores da economia e eles funcionam como as antigas câmaras.

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