Governo planeja Estratégia Nacional de TIC


A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está articulando a criação de dois modelos de negócios para estimular o mercado interno de consumo de software, serviços de tecnologia e comunicação. Denominado Estratégia Nacional de TICs, o projeto da agência visa a estruturação de ofertas, pela indústria de informática e telecomunicações, para atender necessidades em diferentes …

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está articulando a criação de dois modelos de negócios para estimular o mercado interno de consumo de software, serviços de tecnologia e comunicação. Denominado Estratégia Nacional de TICs, o projeto da agência visa a estruturação de ofertas, pela indústria de informática e telecomunicações, para atender necessidades em diferentes cadeias produtivas.

De acordo com o coordenador de estratégia de TIC da agência, Gilberto Lima, o primeiro modelo visa a construção de soluções de tecnologias direcionadas a atender às necessidades de desenvolvimento de áreas básicas. Lima diz que a ABDI está realizando estudos junto com o Núcleo de Assuntos Estratégicos da Casa Civil para levantar as necessidades de áreas como educação, saúde e segurança pública. Só para educação, segundo dados preliminares apontados por Lima, a comercialização de TIC para atender iniciativas como a de levar conectividade a todos os municípios – programada pelo governo federal – poderia gerar algo em torno de R$ 9 bilhões para a economia brasileira até 2010.

Ofertas 

Outra frente que será encampada pela ABDI em seu modelo de desenvolvimento do setor de tecnologia é a de formatação de ofertas direcionadas a cadeias produtivas. Segundo Lima, estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP) informam que a não utilização de tecnologias em 14 cadeias produtivas básicas deixa de gerar para a economia brasileira cerca de R$ 45 bilhões.

"Os estudos da universidade indicam que os setores mais carentes de soluções específicas são a têxtil e a de alimentação", afirma. A agência, de acordo com Lima, está realizando levantamentos em parceria com o Sebrae e a Softex para aproximar a indústria dessas cadeias produtivas, contornar esse quadro e gerar ofertas. "Devemos identificar a realidade dessas indústrias e estimular as empresas de TIC a inovar e desenvolver soluções específicas", afirmou ao Tele.Síntese.

Ainda de acordo com o coordenador da ABDI, essas iniciativas estão alinhadas com a estratégia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Global Alliance for ITC Development para suprimir a exclusão digital e social por meio da utilização de tecnologias. “Na semana passada, estivemos (o governo brasileiro) com a ONU e representantes de 30 países discutindo esse modelo de negócio”, informou ele.

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