Governo cria Câmara Temática sobre Cidades Inteligentes



O governo vai concentrar ações de todas as pastas sobre a aplicação de tecnologias digitais nos municípios na Câmara para Cidades 4.0, também chamadas de Cidades Inteligentes e Sustentáveis, que foi instalada hoje, 5, em solenidade conjunta dos ministérios de Ciência e Tecnologia (MCTIC) e de Desenvolvimento Regional (MDR)

Essa iniciativa é uma das quatro câmaras técnicas previstas a partir das prioridades definidas no Plano Nacional de IoT (Internet das Coisas) e que conta com câmaras temáticas da indústria e do agronegócio, faltando ser instalada a de saúde. “Vamos sistematizar as ações das diversas pastas”, disse o secretário de Telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes, dando, por exemplo, ações de videomonitoramento desenvolvidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que podem passar a ser analisadas pela câmara.

Sistema informatizado 

Evento de instalação da Câmara de Cidades 4.0

A ideia é lançar em abril de 2020 o Programa Brasileiro de Cidades Inteligentes e Sustentáveis, com base em recomendações da União Internacional de Telecomunicações. Sob a coordenação do MCTIC e MDR, a Câmara ficará responsável pelo estabelecimento de diretrizes para políticas setoriais, definição de indicadores e formação de grupos temáticos. 

Segundo Menezes, o primeiro passo será um sistema informatizado para conhecer a realidade das cidades, com base em informações a serem fornecidas pelas prefeituras. “Hoje temos bons projetos de cidades inteligentes, exemplos como Campinas e Curitiba, mas são casos de sucesso isolados. O Brasil não é um país caso de sucesso. Vamos colocar indicadores no sistema e, a partir daí, saberemos quem somos no que diz respeito às Cidades 4.0”, explicou.

De acordo com a metodologia apresentada pelo secretário do MCTIC, as cidades serão classificadas em cinco níveis de  identificação do nível em relação a aplicações digitais. Esses indicadores serão essenciais para a execução de políticas públicas, inclusive para um Plano Nacional para Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Esses indicadores também nortearão os chamamentos de seleção das cidades para políticas específicas.

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