Governo busca integração entre comunicação social e comunicações, diz Pontes


Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Foto: MCTIC

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o objetivo do presidente Jair Bolsonaro de recriar o Ministério das Comunicações seria reforçar a área de comunicação social. Ele falou em apresentação para a imprensa convocada hoje mesmo para mostrar o que o MCTIC fez no último ano e meio nos setores de telecomunicações e radiodifusão.

Ontem, o governo editou a medida provisória 980, que separou as duas secretarias do MCTIC. As áreas foram unidas à Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), para criar novamente o Minicom, que será comandado pelo deputado Fabio Faria (PSD-RN). Para gente do setor de telecom, a junção de comunicação social com comunicações, em seu aspecto técnico, trouxe interrogações sobre o funcionamento da nova pasta.

Para Pontes, a medida deve ser vista como reforço da comunicação social. “A ideia da separação é reforçar a comunicação social e integrá-la com as comunicações”, disse. Ele falou em apresentação para a imprensa convocada hoje mesmo para mostrar o que o MCTIC fez no último ano e meio nos setores de telecomunicações e radiodifusão.

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O ministro astronauta lembrou, no entanto, que os conceitos são como água e óleo. Mas dar-se-á um jeito. “A comunicação social é feita pela Secom, é toda a parte de mídia do governo. A nossa parte envolve radiodifusão e telecomunicações. São coisas bem distintas, mas a ideia é integrar essas coisas e reforçar a parte de comunicação social do governo”, acrescentou.

Alinhamento

O ministro da ciência foi uma das tantas pessoas dentro e fora do governo surpreendidas pela MP 980. Ele, porém, contemporizou. “Recebi isso muito tranquilo. Isso é prerrogativa do presidente Jair Bolsonaro. Estamos completamente alinhados com isso. Essas secretarias estão extremamente organizadas, alinhadas, estão com entregas bastante positivas”, falou.

Ele disse, também, que vai trabalhar para que o Minicom dê continuidade aos programas que o MCTIC vinha tocando em telecomunicações e radiodifusão. “Essa passagem desse ministério para o novo será feita com calma, sem pressa, com eficiência, para deixar tranquilos todos os servidores, e para preservar os projetos e programas de forma que não haja descontinuidade”, afirmou.

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