Governo brasileiro rompe acordo espacial com Ucrânia


A presidente Dilma Rousseff publicou hoje, 27, decreto rompendo o acordo com a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003. Para o governo, houve “desequilíbrio na equação tecnológica-comercial” do acordo.

A presidente Dilma Rousseff publicou hoje, 27, decreto rompendo o acordo com a  Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003. Para o governo, houve “desequilíbrio na equação tecnológica-comercial” do acordo.

Na sexta-feira, os ministros da Defesa, Jaques Wagner e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, negaram à EBC que o rompimento do acordo estaria ocorrendo por motivos políticos ou diplomáticos, e que a decisão não teria sido influenciada pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Segundo Rebelo, o acordo não estava se  mostrando comercialmente viável. “Era um acordo comercial para o Brasil junto com a Ucrânia financiar a construção de foguetes e buscar, ou com satélites próprios ou comprando satélites, para prestar serviços a terceiros países que queiram lançar satélites em órbita.” O ministro disse também que “vamos disputar esses lançamentos no mercado, porque Ucrânia, França, Alemanha, China, Rússia e os Estados Unidos têm bases de lançamento, satélites e foguetes. Para competir, o preço do seu foguete tinha que ser suficientemente competitivo para que os países optassem por fazer seu lançamento nessa base.”

O projeto

O acordo foi assinado em 2003 e três anos depois foi criada a empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space) com recursos de US$ 105 milhões. A base de Alcântara, no Maranhão é estrategicamente importante devido a sua localização próxima à linha do Equador. O primeiro lançador deveria estar pronto em 2010, o cyclone-4. Mas começa uma longa disputa com os quilombolas, que reivindicavam posse da terra onde seria o lançamento.  Decidiu-se então, lançar o satélite em um território da Aeronáutica brasileira.

Mas o projeto é adiado para 2012, pois a Ucrânia não pagou a sua parte do projeto. Quando o país arca com sua parte, no valor de outros US$ 178 milhões, o Brasil já não tinha mais interesse no projeto e o ex-ministro Aloizio Mercadante decide cancelá-lo, até porque o projeto do veículo lançador brasileiro também não tinha dado certo. Estima-se que o custo desta empreitada foi de R$ 1 bilhão. O ministro Rebelo afirma que o objetivo brasileiro de lançar satélites na base de Alcântara será mantido. ( com agências nacionais).

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1 Comment

  1. JK
    27 de julho de 2015

    Ainda bem que rompeu o acordo afinal é desperdício de recursos públicos mante-lo.

    Pra mim o governo de veria suspender tudo isso sim. O Brasil não precisa disso, base de lançamento e foguete especialmente agora que estamos em crise.

    O governo deveria cortar gastos muita mais do que já foi feito. Isso sim.

    E priorizar o que é mais importante como Saúde e Segurança.