Google responde a questionamentos sobre nova política de privacidade


O Google enviou uma carta de 13 páginas a membros do Congresso norte-americano nesta terça-feira (31) respondendo a questionamentos dos parlamentares sobre sua nova política de privacidade, anunciada na semana passada e que estrará em efeito a partir de 1º de março. Os novos termos de uso apresentados pela companhia, quer buscar todos os serviços do Google sob um só contrato mais simples para a compreensão do internauta, foi alvo de diversas críticas ao longo da semana.

 

“Não estamos coletando mais informações sobre você do que já fazemos. Nossa nova política apenas clarifica o fato de que usamos seus dados para melhorar sua experiência de nossos serviços, quaisquer que sejam. É algo que já vinhamos fazendo a algum tempo, mas estamos tentando simplificar e ser mais transparentes”, disse o Google, que passará a usar informações do Gmail, YouTube e até do celular Android de usuários para fornecer anúncios e resultados de pesquisa voltados aos hábitos dos internautas com contas no site de buscas.

 

Por razões técnicas e regulatórias, apenas os serviços Google Books, Google Wallet e o navegador da companhia, Chrome, ficarão de fora dos novos termos de serviço da empresa, de apenas quatro páginas e representando mais de 60 documentos atuais, incluindo ainda o Google Maps, a plataforma de blogs Blogger e a rede social Google+.

 

A principal crítica às novas regras é o fato de que o internauta não poderá escolher não aderir, especialmente em se tratando de serviços únicos como o site de vídeos ou o sistema operacional móvel, que exige a abertura de uma conta do Google para usar o aparelho. A gigante de internet assegurou no entanto que usuários terão mecanismos para controlar a privacidade de suas informações.

 

“Se um usuário estiver logado, ele pode editar ou desligar seu histórico de buscas ou de chat, controlar a forma como o Google usa suas informações para apresentar anúncios relevantes, usar o Chrome no modo incógnito ou usar qualquer uma das outras ferramentas de privacidade que disponibilizamos”, disse o diretor de políticas públicas da empresa, Pablo Chavez, no documento enviado aos parlamentares.

 

Chavez também afirmou que a mudança não influencia como o Google armazena ou deleta dados do usuário, e clarificou quais tipos de informações que o site irã coletar. Dados de log, ou informações da interação do computador com o serviço, como pesquisas ou o uso do Chrome, são armazenados anonimamente, enquanto os dados da conta do usuário, de uso em serviços como Gmail ou Picasa, que exigem autenticação, são identificados. Já dados de serviço, como quais informações são priorizadas na visualização de um mapa no Google Maps, “não são necessariamente associados com um usuários específico”, diz a carta. (Da redação, com agências internacionais)

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