Google quer que EUA defenda uso de radiobase aérea na UIT


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Aviões não tripulados ou balões poderiam manter estações radiobases em altas altitudes

Executivos da Google se encontraram na quarta-feira com representantes da Federal Communications Commission (FCC), autarquia que regula as comunicações nos Estados Unidos. Na reunião, pediram que o governo norte-americano leve à União Internacional das Telecomunicações (UIT) uma proposta para que se decida qual modelo de estudo com radiobases aéreas será permitido.

Este tipo de tecnologia, em inglês chamada HAPS (sigla que significa estações em plataformas de alta altitude), é capaz de transmitir sinais para conexões banda larga. As HAPS são estudadas há pelo menos 20 anos na UIT. Mas os grupos de trabalho não conseguem chegar a um consenso em torno do espectro que deve ser utilizado. A UIT define as HAPS como objetos “localizados a altitudes de 20 a 50 Km, em um ponto fixo em relação à Terra”, sem detalhar quais bandas poderiam utilizar.

Para a Google, desde que a UIT definiu o termo, poucos países ousaram realizar pesquisas e investir no desenvolvimento da tecnologia. Mas a gigante da internet o fez. Criou naves não tripuladas, capazes de voar por semanas em torno do globo, entregando conectividades para grandes áreas abaixo. Estas aeronaves não tripuladas voam, exatamente, a 20 Km de altitude. As plataformas seriam dedicadas, principalmente, a cobrir regiões em desenvolvimento e, segundo a empresa, já são economicamente viáveis. Qualquer semelhança com o Project Loon, iniciativa da companhia para levar conectividade a locais remotos usando balões, não é coincidência.

Mas as HAPS não têm como sair do papel e se tornarem produtos de mercado enquanto houver uma disputa na UIT. Há duas propostas na mesa para uso de espectro por estas plataformas. Uma, apoiada pela Alcatel-Lucent, prevê estudo com quaisquer frequências. Outra, defendida por operadoras de satélites de conexão fixa, impede o uso de determinadas bandas, por motivos pouco claros, segundo a Google. A companhia  busca apoio do governo dos EUA à mesma proposta da Alcatel-Lucent.

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