Google poderia comprar o Twitter?


Veículos da imprensa internacional, analistas e blogueiros especulam desde a última semana, pouco após a saída do CEO Dick Costolo, o que acontecerá com o Twitter no futuro próximo. Muitos acreditam que a rede de microblogs poderia ser alvo de uma aquisição. Outros são categóricos ao dizer que o negócio interessa ao Google. Segundo os rumores, a companhia digital poderia pagar até US$ 30 bilhões pela aquisição.

Os defensores da ideia argumentam que a compra daria ao Google algo em que ele fracassou sucessivamente: ter uma plataforma social na internet. A empresa de buscas, foi uma das pioneiras em redes sociais, mas fechou seu Orkut ano passado sem saber ao certo como monetizá-lo. Outra jogada que os críticos consideram falha foi a criação do Buzz, uma rede social atrelada ao Gmail. O G+ também não “pegou”. Ficou no meio do caminho, e estaria sendo usado principalmente como forma para SEO, de melhoria no desempenho de sites no ranking de buscas, em vez de ter se tornado uma plataforma efetiva de relacionamento entre usuários.

Uma corrente do mercado financeiro acredita que a compra resultaria em aumento do ganho por ação para os investidores com papeis da Google. Mas isso só seria possível se houvesse uma oferta unicamente em dinheiro, sem troca de ações – algo pouco provável. Havendo troca de ações, os ganhos por ação seriam diluídos. O jeito, dizem, para os papeis da Google se tornarem mais atraentes e lucrativos seria a empresa reduzir despesas.

Alguns analistas especulam que, mesmo que aconteça, a compra não beneficiaria o Twitter. Pelo contrário. Os executivos da rede, sempre cobrados sobre como vão obter retorno financeiro para os microblogs, em um momento em que cresce a busca por ferramentas que de compartilhamento de fotos e vídeos, poderiam entender a compra como um cheque em branco para continuar em um percurso tortuoso, sem uma estratégia clara de crescimento, atração de público e fontes de receita.

As especulações também apontam para uma compra por parte da Yahoo! ou da compra de participação por parte do megainvestidor Carls Icahn. Para a primeira, a aquisição acrescentaria uma grande quantidade de dados e informação sobre assuntos em ascensão, o que poderia ser usado para enriquecer sistemas de distribuição de conteúdo. Quem aposta no segundo, acredita que o interesse de Icahn seria demonstração de confiança no Twitter. Nenhum dos rumores são confirmados pelos envolvidos.

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