Google, Facebook e Microsoft negam adesão ao programa de espionagem dos EUA


Representantes da Google, Facebook e Microsoft negaram que o governo norte-americano teve acesso direto aos dados de seus usuários e que tenham feito parte do programa de monitoramento dos dados de pessoas promovido por ele. Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, nesta quinta-feira (15), para investigar as denúncias de espionagem eletrônica feitas pela agência de segurança nacional (NSA) dos Estados Unidos, executivos criticaram a falta de transparência do dispositivo jurídico daquele país, que trata do tema. “O impedimento das empresas em divulgar os números de pedidos feitos acabaram inflando os números divulgados pelos jornais”, especulou o representante da Google Brasil, Marcel Leonardi.

De acordo com o executivo do Facebook Brasil, Bruno Magrani, considerando os 90 países onde atua, até 30 de junho passado, foram feitos pedidos judiciais sobre 18 a 19 mil contas das 1,15 bilhão ativas, o que representa 0,0002% dos usuários do serviço. Ele informou que a companhia trata com extremo comprometimento e seriedade a segurança dos dados de seus clientes e analisa, com profundidade, os pedidos de dados das autoridades judiciais de todos os países e só atende aqueles que estão de acordo com as legislações aplicáveis.

“O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou publicamente que a companhia nunca recebeu pedidos em branco do governo dos Estados Unidos sobre metadados, e se tivesse recebido, iria discutir”, ressaltou Magrani. O Facebook foi o único provedor a ter autorização do tribunal norte-americano que julga secretamente a quebra de sigilo dos usuários dos serviços (Fisa).

A Google e a Microsoft, que também solicitaram formalmente a autorização ao governo dos EUA, ainda não foram atendidas. “Se pudessemos mostrar os números todos veriam que esses são muito aquém dos relatos que foram divulgados”, disse Leonardi.

Alexandre Esper, da Microsoft, disse que a companhia atendeu aos 2.214 pedidos judiciais de informações sobre 4.466 contas de usuários brasileiros dos serviços da companhia este ano. O executivo assegurou que a privacidade e a segurança dos dados são princípios invioláveis da companhia.

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