O Google, gigante de buscas e publicidade online, pode incorporar um bloqueador de anúncios no seu navegador Chrome. Se parece contraditório, a medida poderia fazer sentido como uma iniciativa defensiva que enfrentaria sites de terceiros que crescem com oferta de ad-blockers e cuja receita também incorpora pagamento das companhias de publicidade — incluindo o próprio Google — para ter seus anúncios como aceitáveis, proporcionar melhor experiência para os internautas que utilizam seu browser e, de alguma forma, manter o controle sobre o tipo de publicidade que está sendo aceita pelos consumidores.

A possibilidade de o Google lançar o seu próprio ad-blocker foi levantada pelo Wall Street Journal em sua edição impressa e online. Segundo a publicação, o recurso poderá ser anunciado nas próximas semanas. Mas ao mesmo tempo ainda há a possibilidade de a empresa desistir do projeto, alerta o jornal.

Conforme a publicação, os anúncios que serão aceitos terão seu formato aprovado pela Coalition for Better Ads, grupo do qual fazem parte gigantes como o próprio Google, Facebook e Reuters. No mês passado, o consórcio lançou uma espécie de manual de conduta dessa área com os anúncios que estão no limite do que pode ser aceito pelos consumidores, descartando alguns recursos, como popup e vídeos que abrem automaticamente na tela do internauta.